Não vou citar nenhuma pesquisa científica que sei que tem aos montes.
Vou fazer um pedido, um apelo às suas conciências.
Avaliem bem o benefício que um selante possa causar.
O que tenho visto são selantes tardios em dentes decíduos , com excesso , fraturados ou insuficientes em permanentes.
Os decíduos tem vida curta , portanto é tardio fazer selante aos 5 ou 6 anos, o risco maior já passou, é hora de se preocupar com a dentição permanente.
Se os decíduos não foram afetados para que correr risco com um selante inadequado em permanentes?
Que tal experimentar o selante natural, a fluorterapia, o controle da dieta e o acompanhamento?
Se há ocorrência de cáries ativas em decíduos e risco para os permanentes, é porque a higiene e a dieta não estão controladas, o selante corre alto risco de infiltração neste ambiente, tente o ionômero.
É preciso parar para pensar no assunto, reciclar-se.
Fico chateada de ver uma boca intacta com um selante feito com boa intenção, mas totalmente falho, colocando em risco a saúde dos molares recém erupcionados e contra o qual eu não posso fazer nada, a não ser torcer para que ela caia inteiro.
terça-feira, 11 de junho de 2013
sábado, 20 de abril de 2013
Conquistas da Classe Odontológica- Dentistas em UTIs
Aprovado Projeto de Lei que garante presença do Cirurgião-Dentista nas Unidades de Terapia Intensiva
Foi aprovado por unanimidade, no dia 10/04, o Projeto de Lei 2.776/08 que torna obrigatória a presença do Cirurgião-Dentista nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), dos hospitais da rede pública e privada. O Projeto de Lei foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, em Brasília. Agora, o PL será encaminhado para aprovação no Senado Federal e em seguida receberá sanção presidencial.
A Federação Nacional dos Odontologistas (FNO) contribuiu de forma significativa, juntamente com as Entidades Odontológicas para tornar realidade a aprovação do Projeto de Lei que oferecerá mais saúde para os pacientes internados em UTIs.
Segundo o Presidente da FNO, Dr. Fernando Gueiros, por meio do Projeto de Lei o Cirurgião-Dentista será integrado legalmente às equipes multidisciplinares das UTIs. “Essa é uma vitória muito importante para toda a classe odontológica e também uma conquista para a população brasileira que necessita de cuidados especiais nos leitos de UTI. Essa não é apenas uma vitória da Odontologia, mas sim da nação brasileira”, afirma.
Na ocasião, a FNO também esteve representada pela Vice-Presidente, Dra. Joana Batista de Oliveira Lopes, o Secretário-Geral, Dr. Ernani Bezerra da Silva, o Tesoureiro, Dr. Wilson Chediek, o 2º Vice-Presidente, Dr. Armando Dourado, e o Diretor Suplente Cesar Roberto Schmidt.
A FNO agradece o apoio dos Deputados que concederam parecer favorável ao Projeto na CCJC: Fábio Trad (PMDB/MS), Benjamin Maranhão (PMDB/PB), José Genoíno (PT/SP), Dr. Grillo (PSL/MG), Onofre Santo Agostino (PSD/SC), Efraim Filho (Democratas-PB) e o relator do PL Osmar Serraglio (PMDB/PR).
FNO participa de mobilização em defesa de mais investimentos na saúde pública brasileira
A Federação Nacional dos Odontologistas participou, no dia 10/04, do Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública “Saúde + 10” em defesa de mais recursos para a saúde pública brasileira. A passeata foi realizada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com saída da Igreja Catedral até o Congresso Nacional. Na ocasião, representantes de entidades de diversas classes e profissionais da área da saúde integraram a marcha com o objetivo de reafirmar a necessidade de fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).
O ato de protesto anunciou também a contagem oficial de assinaturas alcançadas até o momento pelo Projeto de Emenda Popular que assegura 10% do Produto Interno Bruto para o orçamento da União na Saúde.
A Vice-Presidente da FNO, Dra. Joana Batista de Oliveira Lopes, compareceu à manifestação e destacou a importância de lutar por mais investimento para a saúde pública. “A Federação Nacional dos Odontologistas sempre lutou por causas que promovam a qualidade da saúde pública. O trabalho do Cirurgião-Dentista está integrado aos profissionais da área da saúde, seja na rede pública ou privada. Essa é uma luta da população brasileira e a FNO contribuirá com o que for necessário para garantir mais investimento na área da saúde”, afirma.
Na íntegra, o Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública foi criado há cerca de um ano e tem como meta coletar 1,500 milhões de assinaturas em prol de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que assegure o repasse efetivo e integral de 10% das receitas correntes brutas da União para a saúde pública brasileira, alterando, dessa forma, a Lei Complementar no 141, de 13 de janeiro de 2012.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Federação Nacional dos Odontologistas (8 fotos)
Foi aprovado por unanimidade, no dia 10/04, o Projeto de Lei 2.776/08 que torna obrigatória a presença do Cirurgião-Dentista nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), dos hospitais da rede pública e privada. O Projeto de Lei foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, em Brasília. Agora, o PL será encaminhado para aprovação no Senado Federal e em seguida receberá sanção presidencial.
A Federação Nacional dos Odontologistas (FNO) contribuiu de forma significativa, juntamente com as Entidades Odontológicas para tornar realidade a aprovação do Projeto de Lei que oferecerá mais saúde para os pacientes internados em UTIs.
Segundo o Presidente da FNO, Dr. Fernando Gueiros, por meio do Projeto de Lei o Cirurgião-Dentista será integrado legalmente às equipes multidisciplinares das UTIs. “Essa é uma vitória muito importante para toda a classe odontológica e também uma conquista para a população brasileira que necessita de cuidados especiais nos leitos de UTI. Essa não é apenas uma vitória da Odontologia, mas sim da nação brasileira”, afirma.
Na ocasião, a FNO também esteve representada pela Vice-Presidente, Dra. Joana Batista de Oliveira Lopes, o Secretário-Geral, Dr. Ernani Bezerra da Silva, o Tesoureiro, Dr. Wilson Chediek, o 2º Vice-Presidente, Dr. Armando Dourado, e o Diretor Suplente Cesar Roberto Schmidt.
A FNO agradece o apoio dos Deputados que concederam parecer favorável ao Projeto na CCJC: Fábio Trad (PMDB/MS), Benjamin Maranhão (PMDB/PB), José Genoíno (PT/SP), Dr. Grillo (PSL/MG), Onofre Santo Agostino (PSD/SC), Efraim Filho (Democratas-PB) e o relator do PL Osmar Serraglio (PMDB/PR).
FNO participa de mobilização em defesa de mais investimentos na saúde pública brasileira
A Federação Nacional dos Odontologistas participou, no dia 10/04, do Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública “Saúde + 10” em defesa de mais recursos para a saúde pública brasileira. A passeata foi realizada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com saída da Igreja Catedral até o Congresso Nacional. Na ocasião, representantes de entidades de diversas classes e profissionais da área da saúde integraram a marcha com o objetivo de reafirmar a necessidade de fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).
O ato de protesto anunciou também a contagem oficial de assinaturas alcançadas até o momento pelo Projeto de Emenda Popular que assegura 10% do Produto Interno Bruto para o orçamento da União na Saúde.
A Vice-Presidente da FNO, Dra. Joana Batista de Oliveira Lopes, compareceu à manifestação e destacou a importância de lutar por mais investimento para a saúde pública. “A Federação Nacional dos Odontologistas sempre lutou por causas que promovam a qualidade da saúde pública. O trabalho do Cirurgião-Dentista está integrado aos profissionais da área da saúde, seja na rede pública ou privada. Essa é uma luta da população brasileira e a FNO contribuirá com o que for necessário para garantir mais investimento na área da saúde”, afirma.
Na íntegra, o Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública foi criado há cerca de um ano e tem como meta coletar 1,500 milhões de assinaturas em prol de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que assegure o repasse efetivo e integral de 10% das receitas correntes brutas da União para a saúde pública brasileira, alterando, dessa forma, a Lei Complementar no 141, de 13 de janeiro de 2012.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Federação Nacional dos Odontologistas (8 fotos)
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Questão de justiça- alinhamento salarial na Prefeitura de Ribeirão Preto
Protesto dos dentistas servidores públicos
A Associação Odontológica de Ribeirão Preto (AORP) e o Sindicato dos Odontologistas de Ribeirão Preto (Sindiorp) divulgam a posição dos cirurgiões-dentistas funcionários públicos municipais, que continuam aguardando que a prefeita Dárcy Vera cumpra o compromisso que ela assumiu pessoalmente perante a categoria, de aumentar de 28% para 47% o valor do prêmio incentivo por produtividade relacionado com sua jornada de trabalho nas repartições públicas municipais.
As duas entidades odontológicas esclarecem que o atendimento imediato dessa reivindicação não está incluído na concessão de benefício previsto para todas as categorias de servidores municipais da área da saúde, qual seja os 47% de prêmio incentivo por produtividade, que será a longo prazo, após estudo, conforme aprovado em negociação.
A AORP e o Sindiorp lembram que:
- O prêmio incentivo por produtividade para médicos e cirurgiões-dentistas funcionários públicos foi concedido em 1994, durante a gestão do prefeito Antônio Palocci, em igual índice (28%) para as duas categorias – médicos e dentistas.
- Em 2010, após mobilização conjunta das duas categorias, médicos e dentistas, a prefeita decidiu reajustar para 47% o prêmio incentivo, mas apenas para os médicos, deixando fora os dentistas.
- Desde então, tem havido gestões para ser dado aos dentistas o mesmo benefício concedido aos médicos.
- No ano passado, em junho, os dentistas servidores públicos se mobilizaram em visita ao Palácio Rio Branco, sede da Prefeitura Municipal, ocasião em que foram recebidos em audiência pelo secretário municipal de Governo, Jamil Albuquerque.
- Enquanto o secretário se manifestava perante a categoria, dizendo que sua reivindicação seria encaminhada, a prefeita Dárcy Vera entrou inesperadamente na reunião que se realizava no salão nobre do Palácio, dizendo então que, naquele momento, não poderia atender à solicitação, tendo em vista a legislação eleitoral, mas que, tão logo fosse legalmente permitido, seria reparada a injustiça. Ela própria, prefeita, disse que havia cometido uma injustiça contra os dentistas.
- O que então se esperava é que, a partir de 1º de janeiro de 2013, já estaria sendo reajustado para 47% o valor do prêmio incentivo, mas isso não aconteceu até hoje, não obstante a promessa que depois a prefeita reafirmou, reiteradamente.
Diante disso, os dentistas servidores públicos municipais estão reunidos em assembleia permanente, para decidir, dentre outras posições, ida à Prefeitura municipal de cerca de 250 cirurgiões-dentistas servidores municipais, a fim de cobrar da sra. prefeita Dárcy Vera o que ela prometeu antes das eleições de outubro passado.
Seria aquela apenas uma promessa de campanha eleitoral?
A Associação Odontológica de Ribeirão Preto (AORP) e o Sindicato dos Odontologistas de Ribeirão Preto (Sindiorp) divulgam a posição dos cirurgiões-dentistas funcionários públicos municipais, que continuam aguardando que a prefeita Dárcy Vera cumpra o compromisso que ela assumiu pessoalmente perante a categoria, de aumentar de 28% para 47% o valor do prêmio incentivo por produtividade relacionado com sua jornada de trabalho nas repartições públicas municipais.
As duas entidades odontológicas esclarecem que o atendimento imediato dessa reivindicação não está incluído na concessão de benefício previsto para todas as categorias de servidores municipais da área da saúde, qual seja os 47% de prêmio incentivo por produtividade, que será a longo prazo, após estudo, conforme aprovado em negociação.
A AORP e o Sindiorp lembram que:
- O prêmio incentivo por produtividade para médicos e cirurgiões-dentistas funcionários públicos foi concedido em 1994, durante a gestão do prefeito Antônio Palocci, em igual índice (28%) para as duas categorias – médicos e dentistas.
- Em 2010, após mobilização conjunta das duas categorias, médicos e dentistas, a prefeita decidiu reajustar para 47% o prêmio incentivo, mas apenas para os médicos, deixando fora os dentistas.
- Desde então, tem havido gestões para ser dado aos dentistas o mesmo benefício concedido aos médicos.
- No ano passado, em junho, os dentistas servidores públicos se mobilizaram em visita ao Palácio Rio Branco, sede da Prefeitura Municipal, ocasião em que foram recebidos em audiência pelo secretário municipal de Governo, Jamil Albuquerque.
- Enquanto o secretário se manifestava perante a categoria, dizendo que sua reivindicação seria encaminhada, a prefeita Dárcy Vera entrou inesperadamente na reunião que se realizava no salão nobre do Palácio, dizendo então que, naquele momento, não poderia atender à solicitação, tendo em vista a legislação eleitoral, mas que, tão logo fosse legalmente permitido, seria reparada a injustiça. Ela própria, prefeita, disse que havia cometido uma injustiça contra os dentistas.
- O que então se esperava é que, a partir de 1º de janeiro de 2013, já estaria sendo reajustado para 47% o valor do prêmio incentivo, mas isso não aconteceu até hoje, não obstante a promessa que depois a prefeita reafirmou, reiteradamente.
Diante disso, os dentistas servidores públicos municipais estão reunidos em assembleia permanente, para decidir, dentre outras posições, ida à Prefeitura municipal de cerca de 250 cirurgiões-dentistas servidores municipais, a fim de cobrar da sra. prefeita Dárcy Vera o que ela prometeu antes das eleições de outubro passado.
Seria aquela apenas uma promessa de campanha eleitoral?
sábado, 13 de abril de 2013
Os dentistas fazem história em Ribeirão Preto
VOCÊ SABIA...que, no dia 13 de abril de 1.978, foi fundado o MIS - Museu da Imagem e do Som de Ribeirão Preto? Criado pela Lei Municipal nº 3.431, de 13 de abril de 1978, o Museu da Imagem do Som recebeu o nome de "José da Silva Bueno", pioneiro do rádio no interior do Brasil. O acervo do MIS está distribuído em iconografia, discos, aparelhos de rádio, fitas de rolo e cassete, máquinas de cinefotografia, fotos, gravadores, aparelhos de som e documentos da história dos veículos de comunicação. O homenageado José da Silva Bueno nasceu em Mogi Mirim, em 4 de abril de 1.898.Cursou odontologia. Em 1.922, quando ainda residia em Franca e teve oportunidade de ir ao Rio de Janeiro, ficou fascinado pelo aparelho rádio emissor. Ali adquiriu quatro lâmpadas e com elas iniciou os seus ensaios radiofônicos. Em Franca ainda, adquiriu do médico Dr. Jonas Ribeiro um aparelhos emissor de ondas, que ele adquirira na França. Fez uma primeira tentativa frustrada para criar uma rádio emissora. Depois de um ano de estudos, finalmente conseguiu por, no ar, as ondas da Rádio Hertz de Franca. Em 1.932, travou conhecimento com outro interessado no assunto, que foi José Cláudio Louzada. Daí surgiram, com maior potência, a PRA-7, de Ribeirão Preto e, mais tarde, as estações transmissoras de São José do Rio Preto e Jaboticabal, estas duas últimas construídas exclusivamente por José da Silva Bueno, que veio a se transformar com o tempo no grande dirigente da PRA-7.
do face do dr Octávio Verri Filho
do face do dr Octávio Verri Filho
Os dentes na literatura- Samuel Beckett
Não, não é uma pesquisa séria, até poderia ser se tivesse o tempo para me dedicar à ela, mas não é.
É só uma curiosidade.
O renomado dramaturgo e romancista Samuel Beckett , autor de Esperando Godot http://pt.wikipedia.org/wiki/Samuel_Beckett , surpreendeu-me ao citar os dentes, cuidados diários e até visitas ao dentista em suas obras.
A situação surge como corriqueira entre o inóspito das ocasiões.
Procurei alguma explicação em sua biografia, ainda não achei.
Quem souber algo , que me diga.
É só uma curiosidade.
O renomado dramaturgo e romancista Samuel Beckett , autor de Esperando Godot http://pt.wikipedia.org/wiki/Samuel_Beckett , surpreendeu-me ao citar os dentes, cuidados diários e até visitas ao dentista em suas obras.
A situação surge como corriqueira entre o inóspito das ocasiões.
Procurei alguma explicação em sua biografia, ainda não achei.
Quem souber algo , que me diga.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Literatura e odontologia
Tendo o corriqueiro da vida como ofício, por vezes esquecemos que lidamos na seara da emoção e dos afetos.
Acompanhem a crônica de Rogério Pereira e divirtam-se.
Acompanhem a crônica de Rogério Pereira e divirtam-se.
Dente de leite
Por: Rogério Pereira - segunda-feira
Ilustração: Theo Szczepanski
O campo de batalha é reduzido. Os movimentos devem ser calculados e precisos. Um simples deslize e algo se espatifa no azulejo. É necessário preservar a maquiagem. A vaidade feminina requer estratégias delicadas. Jogo-o para cima. É leve e sorridente. Sinto os ossos da costela em meus dedos. De cabeça para baixo ou nas costas? Ele pensa e escolhe os malabarismos que inventamos para nos proteger do mundo. Nossa couraça é frágil e indestrutível — ambiguidade que nos salva. O odor úmido de seus pés preenchem minhas mãos. Apoio suas costas contra minha barriga. Os fios de cabelo espetam o ar em direção ao piso de cerâmica. Estamos na sala. A distância até o banheiro é curta, mas a viagem é longuíssima quando se carrega o filho de quase quatro anos de cabeça para baixo para escovar os dentes. O tempo passa de maneira diferente quando estamos com os filhos.
— Esta não, papai. A do ursinho. Esta é ardida.
— Eu escovo, papai.
— Já sou um homem grande.
Ouço estático o breve monólogo. Coloco uma pequena quantidade de pasta na escova do Homem-aranha e a alcanço. Ele abre a boca. Há muitos dentes lá dentro. Todos de leite. A irmã mais velha já exibe janelinhas. A casa ganha nova mobília. A boca está abandonando parte da infância. É uma alegria quando um dente salta da gengiva. Ela sorri e aponta com o dedo. Debaixo do travesseiro, a fada deixará notas de dinheiro. A Fada do Dente não existe. É a mãe. Todos sabemos. Mentir, às vezes, é bem divertido. Outras, bem trágico.
— Agora, é a minha vez.
Contrariado, ele me entrega o Homem-Aranha de cerdas macias e me encara. Abre a boca e espera que eu termine o quanto antes a escovação. Passo a escova com cuidado. Concentro mais atenção nos dentes do fundo — nos molares. Vasculho a boca do meu filho. Digo-lhe que precisamos exterminar todos os alienígenas que tentam invadir seu corpo. Ele balança a cabeça. Confia em mim. Travamos mais uma batalha contra extraterrestres — seres obstinados, que devem ser eliminados pelo menos três vezes ao dia. Meu filho acredita nas minhas histórias. Jura que em cima da geladeira existe um jacaré, que seus músculos são de aço, que seu pai já conversou com o Ben 10. E outras tantas inofensivas ficções.
A cada movimento da escova o corpo se contrai. Não gosta de escovar os dentes. Mas sempre concorda após uma viagem de cabeça para baixo. O espelho reflete dois corpos magricelos — pai e filho. Ele está de pé sobre a pia. Somos quase do mesmo tamanho. E teremos sempre a mesma idade.
— A língua, papai.
Escovo a língua com delicadeza. Ele faz careta. Construo uma conchinha com a mão direita. Ele bochecha a água que lhe entrego da improvisada bica. Três bochechos. Sempre três bochechos. Seco seu rosto. Ele sorri e me abraça pelo pescoço. Antes de iniciarmos a viagem de volta de cabeça para baixo, pergunta:
— Depois do dente de leite, vem dente de que sabor, papai?
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Mutirão , todo mundo merece passar por um
Mutirão é como casamento, não é perfeito, é cansativo, cheio de desafios, mas a gente reluta em largar, porque é , à sua peculiar maneira, muito bom.
É isso aí.
O Mutirão, só para situá-los, é uma ação protagonizada pelos dentistas que trabalham em escolas na cidade de Ribeirão Preto.
Este foi o terceiro ano( isto foi escrito no ano passado, estamos em pleno mutirão 2012) do evento que visita todas as pré-escolas do município e faz, num só dia, educação em saúde, através do projeto Robodent do prof Pedro Bigneli, escovação supervisionada, aplicação tópica de flúor, nas crianças da faixa etária pertinente, e TRA ( tratamento restaurador atraumático) com ionômero de vidro, quando indicado.
O primeiro ano foi um estranhamento só. Quase nada estava pronto e o trabalho foi sendo construído e aprimorado no dia a dia.
Para alguns, o trauma foi tão grande que não quiseram participar de outra edição,para outros, com espírito aventureiro e desbravador, foi uma outra chance para ver se funcionava melhor.
O segundo ano do evento foi organizado sobre o aprendizado do primeiro e neste terceiro ano, a máquina estava azeitada e mais ajustada fazendo com que tudo saísse melhor.
O trabalho é realizado em conjunto com a secretaria da educação do município que tem valorizado o projeto.
No mutirão a rotina é pesada. Visitamos a periferia, lugares ermos. Alguns vão em suas conduções próprias outros vão com o transporte coletivo ( van) cedido pela secretaria de edução.
Ir de vã, além de economizar no combustível, evita que nos percamos no caminho e diminui a possibilidade de atraso na chegada.
Em compensação, é necessário que haja pontualidade dos colegas e disponibilidade para esperar que todos terminem o trabalho para voltar com o transporte coletivo.
Mas...ir de van é a oportunidade de colocar o papo em dia, trocar receitas, falar de cosméticos e liquidações, numa rara conversa de meninas, viagens, filhos e até questões filosóficas.
Pode ser o longe que for, nem se percebe o caminho.
Quando chegamos à escola, é preciso adequar o espaço que é improvisado em tudo, fazer o reconhecimento das salas, organizar o fluxo, negociar horários com professores e diretores, para não interferir com a merenda, invadir espaços para fazer as escovações e os TRA. Tudo na hora, ao mesmo tempo agora. O bom deste terceiro ano é que havia coordenadores e especialização de tarefas de maneira que todo mundo sabia o que ia fazer, e já chegava fazendo.
Problemas são inevitáveis, tem uma classe no parquinho, falta água,às vezes as crianças tem que esperar, outras nós é que esperamos, as mesas para tratamento são baixas, nossas pernas não cabem embaixo, nossa coluna se dobra, nem sempre há ar condicionado, sob nossos aventais, derretemos, nossa vista perde algum alcance sob a fraca luz das lanternas, mas nossa paciência raramente se gasta frente aos ocasionais choros manhosos.
Somos um verdadeiro exército de branco.
Depois da batalha, quando se calcula o saldo em números, usufruímos da mesa de café que cada escola oferece.
Aí tiramos nossa farda e abrimos o sorriso da missão cumprida.
Pegamos a van de volta.
Dia seguinte tem tudo outra vez, todos os dias, por 2 meses.
Convenhamos, é muito mais fácil ficar no consultório com ar condicionado, cadeira, refletor, alta, baixa, água, ar, auxiliar.
Tem alguns colegas que não acreditam que estamos realmente trabalhando.
E eu digo que trabalhamos, e muito, e colhemos resultados.
Vemos, na boca das crianças, trabalhos dos outros anos, vemos nos números a diminuição das ocorrências.
Educar para a saúde é também função do dentista, e é o que fazemos no mutirão e que pode ser feito no consultório com cada paciente se ele for submetido a um exame participativo, onde ele possa acompanhar, num espelho parte do procedimento, ou quando uma orientação por escrito é mandada para a família, em se tratando de crianças, ou quando se faz a orientação de escovação.
Fazer um TRA ou um curativo pode não ser o ideal, mas é melhor do que não fazer nada, e isto não demanda equipamento.
Enfim, sempre é possível fazer algo, e este é um ensinamento que se leva para a vivência clínica onde muitas vezes, por um problema técnico no equipamento nos sentimos incapazes para qualquer atendimento.
Quem passa pelo mutirão é treinado na adversidade.
Por isso eu o desejo a todos.
PS: atualizando, o mutirão , neste seu quarto ano, está afinadíssimo, e o trabalho continua sendo importante.
Neste ano tivemos a participação de agentes de saúde, que ajudam e acabam aprendendo e conhecendo melhor os pacientes de usa área de atuação. Alguns dentistas dos postos de saúde também estão passando pelo mutirão e tendo esta vivência prática junto à população de sua área de abrangência, tomando ciência do que acontece atrás dos muros da escola, onde está a população de mais alto risco para o desenvolvimento da cárie dentária.
Tem sido bom e, que pena, já está acabando.
É isso aí.
O Mutirão, só para situá-los, é uma ação protagonizada pelos dentistas que trabalham em escolas na cidade de Ribeirão Preto.
Este foi o terceiro ano( isto foi escrito no ano passado, estamos em pleno mutirão 2012) do evento que visita todas as pré-escolas do município e faz, num só dia, educação em saúde, através do projeto Robodent do prof Pedro Bigneli, escovação supervisionada, aplicação tópica de flúor, nas crianças da faixa etária pertinente, e TRA ( tratamento restaurador atraumático) com ionômero de vidro, quando indicado.
O primeiro ano foi um estranhamento só. Quase nada estava pronto e o trabalho foi sendo construído e aprimorado no dia a dia.
Para alguns, o trauma foi tão grande que não quiseram participar de outra edição,para outros, com espírito aventureiro e desbravador, foi uma outra chance para ver se funcionava melhor.
O segundo ano do evento foi organizado sobre o aprendizado do primeiro e neste terceiro ano, a máquina estava azeitada e mais ajustada fazendo com que tudo saísse melhor.
O trabalho é realizado em conjunto com a secretaria da educação do município que tem valorizado o projeto.
No mutirão a rotina é pesada. Visitamos a periferia, lugares ermos. Alguns vão em suas conduções próprias outros vão com o transporte coletivo ( van) cedido pela secretaria de edução.
Ir de vã, além de economizar no combustível, evita que nos percamos no caminho e diminui a possibilidade de atraso na chegada.
Em compensação, é necessário que haja pontualidade dos colegas e disponibilidade para esperar que todos terminem o trabalho para voltar com o transporte coletivo.
Mas...ir de van é a oportunidade de colocar o papo em dia, trocar receitas, falar de cosméticos e liquidações, numa rara conversa de meninas, viagens, filhos e até questões filosóficas.
Pode ser o longe que for, nem se percebe o caminho.
Quando chegamos à escola, é preciso adequar o espaço que é improvisado em tudo, fazer o reconhecimento das salas, organizar o fluxo, negociar horários com professores e diretores, para não interferir com a merenda, invadir espaços para fazer as escovações e os TRA. Tudo na hora, ao mesmo tempo agora. O bom deste terceiro ano é que havia coordenadores e especialização de tarefas de maneira que todo mundo sabia o que ia fazer, e já chegava fazendo.
Problemas são inevitáveis, tem uma classe no parquinho, falta água,às vezes as crianças tem que esperar, outras nós é que esperamos, as mesas para tratamento são baixas, nossas pernas não cabem embaixo, nossa coluna se dobra, nem sempre há ar condicionado, sob nossos aventais, derretemos, nossa vista perde algum alcance sob a fraca luz das lanternas, mas nossa paciência raramente se gasta frente aos ocasionais choros manhosos.
Somos um verdadeiro exército de branco.
Depois da batalha, quando se calcula o saldo em números, usufruímos da mesa de café que cada escola oferece.
Aí tiramos nossa farda e abrimos o sorriso da missão cumprida.
Pegamos a van de volta.
Dia seguinte tem tudo outra vez, todos os dias, por 2 meses.
Convenhamos, é muito mais fácil ficar no consultório com ar condicionado, cadeira, refletor, alta, baixa, água, ar, auxiliar.
Tem alguns colegas que não acreditam que estamos realmente trabalhando.
E eu digo que trabalhamos, e muito, e colhemos resultados.
Vemos, na boca das crianças, trabalhos dos outros anos, vemos nos números a diminuição das ocorrências.
Educar para a saúde é também função do dentista, e é o que fazemos no mutirão e que pode ser feito no consultório com cada paciente se ele for submetido a um exame participativo, onde ele possa acompanhar, num espelho parte do procedimento, ou quando uma orientação por escrito é mandada para a família, em se tratando de crianças, ou quando se faz a orientação de escovação.
Fazer um TRA ou um curativo pode não ser o ideal, mas é melhor do que não fazer nada, e isto não demanda equipamento.
Enfim, sempre é possível fazer algo, e este é um ensinamento que se leva para a vivência clínica onde muitas vezes, por um problema técnico no equipamento nos sentimos incapazes para qualquer atendimento.
Quem passa pelo mutirão é treinado na adversidade.
Por isso eu o desejo a todos.
PS: atualizando, o mutirão , neste seu quarto ano, está afinadíssimo, e o trabalho continua sendo importante.
Neste ano tivemos a participação de agentes de saúde, que ajudam e acabam aprendendo e conhecendo melhor os pacientes de usa área de atuação. Alguns dentistas dos postos de saúde também estão passando pelo mutirão e tendo esta vivência prática junto à população de sua área de abrangência, tomando ciência do que acontece atrás dos muros da escola, onde está a população de mais alto risco para o desenvolvimento da cárie dentária.
Tem sido bom e, que pena, já está acabando.
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