Mutirão é como casamento, não é perfeito, é cansativo, cheio de desafios, mas a gente reluta em largar, porque é , à sua peculiar maneira, muito bom.
É isso aí.
O Mutirão, só para situá-los, é uma ação protagonizada pelos dentistas que trabalham em escolas na cidade de Ribeirão Preto.
Este foi o terceiro ano( isto foi escrito no ano passado, estamos em pleno mutirão 2012) do evento que visita todas as pré-escolas do município e faz, num só dia, educação em saúde, através do projeto Robodent do prof Pedro Bigneli, escovação supervisionada, aplicação tópica de flúor, nas crianças da faixa etária pertinente, e TRA ( tratamento restaurador atraumático) com ionômero de vidro, quando indicado.
O primeiro ano foi um estranhamento só. Quase nada estava pronto e o trabalho foi sendo construído e aprimorado no dia a dia.
Para alguns, o trauma foi tão grande que não quiseram participar de outra edição,para outros, com espírito aventureiro e desbravador, foi uma outra chance para ver se funcionava melhor.
O segundo ano do evento foi organizado sobre o aprendizado do primeiro e neste terceiro ano, a máquina estava azeitada e mais ajustada fazendo com que tudo saísse melhor.
O trabalho é realizado em conjunto com a secretaria da educação do município que tem valorizado o projeto.
No mutirão a rotina é pesada. Visitamos a periferia, lugares ermos. Alguns vão em suas conduções próprias outros vão com o transporte coletivo ( van) cedido pela secretaria de edução.
Ir de vã, além de economizar no combustível, evita que nos percamos no caminho e diminui a possibilidade de atraso na chegada.
Em compensação, é necessário que haja pontualidade dos colegas e disponibilidade para esperar que todos terminem o trabalho para voltar com o transporte coletivo.
Mas...ir de van é a oportunidade de colocar o papo em dia, trocar receitas, falar de cosméticos e liquidações, numa rara conversa de meninas, viagens, filhos e até questões filosóficas.
Pode ser o longe que for, nem se percebe o caminho.
Quando chegamos à escola, é preciso adequar o espaço que é improvisado em tudo, fazer o reconhecimento das salas, organizar o fluxo, negociar horários com professores e diretores, para não interferir com a merenda, invadir espaços para fazer as escovações e os TRA. Tudo na hora, ao mesmo tempo agora. O bom deste terceiro ano é que havia coordenadores e especialização de tarefas de maneira que todo mundo sabia o que ia fazer, e já chegava fazendo.
Problemas são inevitáveis, tem uma classe no parquinho, falta água,às vezes as crianças tem que esperar, outras nós é que esperamos, as mesas para tratamento são baixas, nossas pernas não cabem embaixo, nossa coluna se dobra, nem sempre há ar condicionado, sob nossos aventais, derretemos, nossa vista perde algum alcance sob a fraca luz das lanternas, mas nossa paciência raramente se gasta frente aos ocasionais choros manhosos.
Somos um verdadeiro exército de branco.
Depois da batalha, quando se calcula o saldo em números, usufruímos da mesa de café que cada escola oferece.
Aí tiramos nossa farda e abrimos o sorriso da missão cumprida.
Pegamos a van de volta.
Dia seguinte tem tudo outra vez, todos os dias, por 2 meses.
Convenhamos, é muito mais fácil ficar no consultório com ar condicionado, cadeira, refletor, alta, baixa, água, ar, auxiliar.
Tem alguns colegas que não acreditam que estamos realmente trabalhando.
E eu digo que trabalhamos, e muito, e colhemos resultados.
Vemos, na boca das crianças, trabalhos dos outros anos, vemos nos números a diminuição das ocorrências.
Educar para a saúde é também função do dentista, e é o que fazemos no mutirão e que pode ser feito no consultório com cada paciente se ele for submetido a um exame participativo, onde ele possa acompanhar, num espelho parte do procedimento, ou quando uma orientação por escrito é mandada para a família, em se tratando de crianças, ou quando se faz a orientação de escovação.
Fazer um TRA ou um curativo pode não ser o ideal, mas é melhor do que não fazer nada, e isto não demanda equipamento.
Enfim, sempre é possível fazer algo, e este é um ensinamento que se leva para a vivência clínica onde muitas vezes, por um problema técnico no equipamento nos sentimos incapazes para qualquer atendimento.
Quem passa pelo mutirão é treinado na adversidade.
Por isso eu o desejo a todos.
PS: atualizando, o mutirão , neste seu quarto ano, está afinadíssimo, e o trabalho continua sendo importante.
Neste ano tivemos a participação de agentes de saúde, que ajudam e acabam aprendendo e conhecendo melhor os pacientes de usa área de atuação. Alguns dentistas dos postos de saúde também estão passando pelo mutirão e tendo esta vivência prática junto à população de sua área de abrangência, tomando ciência do que acontece atrás dos muros da escola, onde está a população de mais alto risco para o desenvolvimento da cárie dentária.
Tem sido bom e, que pena, já está acabando.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Creme dental fluoretado em pré- escolares
Boletim da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Está na hora de acreditar mais em si. É o dentista que sabe sobre o uso flúor e não a industria farmacêutica.
Façamos o correto, não o cômodo.
Eliane Ratier
24 de setembro de 2012- n° 665
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Está na hora de acreditar mais em si. É o dentista que sabe sobre o uso flúor e não a industria farmacêutica.
Façamos o correto, não o cômodo.
Eliane Ratier
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Mitos da odontologia
Facebook é uma beleza!! Copiei este aqui daqui http://medodedentista.com.br/2012/07/mitos-da-odontologia-higiene-bucal.html , copiado do amigo do amigo. Obrigada.
Muito bom!! Assino embaixo.
Tudo nessa vida tem seus mitos e a Odontologia não poderia ficar de fora. Existem algumas lendas que circulam por aí e que a maioria das pessoas aceita como verdade, geralmente sem questionar. Talvez porque nossos pais ensinaram assim, talvez porque a verdade não é legal nem reconfortante (ou não interessa comercialmente).
Portanto, vamos deixar as coisas claras? Inauguro uma nova série aqui no blog: Mitos da Odontologia, e o tema hoje é higiene bucal. Eis 5 coisas que você achava que eram verdade e não são:
5 Mitos da Higiene Bucal
“Escova de dentes com cerdas duras limpa mais”
Não limpa, pelo contrário. Cerdas duras, associadas à muita força na escovação, podem machucar a gengiva e causar recessões gengivais, o que expõe parte das raízes dos dentes e pode levar à sensibilidade dentinária. A melhor escova de dentes é aquela bem macia, de cabeça relativamente pequena (que alcança todos os lugares) e cerdas retas e da mesma altura.
“Para uma limpeza completa, é preciso usar enxaguante bucal”
Ao contrário do que os comerciais das grandes empresas do ramo da higiene bucal pregam, enxaguatórios não devem fazer parte da nossa rotina de higiene. Isso por vários motivos mas, principalmente, porque esse tipo de produto “bagunça” a flora bucal, alterando o equilíbrio entre as bactérias boas e ruins que existem na boca. Ainda, o álcool presente em muitos enxaguatórios porque “quando arde é que é bom” pode causar descamação e lesões na mucosa. Em resumo: só utilize enxaguante bucal de forma contínua se o seu dentista lhe disser pra fazer isso. Escova e fio dental são mais do que suficientes para realizar uma higiene bucal completa.“Quando a gengiva sangra é melhor escovar menos os dentes”
Pelo contrário! Quando a sua gengiva sangra ao escovar os dentes e/ou usar o fio dental (e às vezes até de forma espontânea) é sinal de gengivite, que é a inflamação da gengiva. O que causa a inflamação da gengiva é a presença constante de placa bacteriana (aquela camada áspera que fica sobre os dentes depois que a gente come) e, para removê-la, você precisa escovar os dentes! Algumas pessoas pensam que o sangramento é causado pela escovação em si, que “machuca” a gengiva, mas isso não é verdade. Escove os dentes direitinho e o sangramento vai diminuir até parar.“Pastas de dente abrasivas limpam melhor”
De forma alguma. Os melhores cremes dentais são aqueles que apresentam uma relação adequada entre abrasividade e poder de limpeza, ou seja, quanto menos abrasiva e com maior poder de limpeza, melhor a pasta de dente. Pasta abrasiva é aquela de consistência “arenosa”, às vezes com pequenas partículas, e o papel principal dessas substâncias é o de “lixar” o esmalte dos dentes. Essa ação pode remover manchas superficiais (principalmente se você fuma ou toma muito café), e é esse o grande “segredo” dos cremes dentais “clareadores”. Eles não clareiam absolutamente nada, apenas desgastam tecido dentário, podendo levar, a médio prazo, à sensibilidade dentinária. Existe uma escala que demonstra o grau de abrasividade dos cremes dentais chamada RDA, mas ela não vem explícita nas embalagens. Portanto, pra saber, só entrando em contato com o fabricante.“Escova boa é escova cara”
Até parece! Escova cara é… escova cara. Ela pode até ser boa, mas provavelmente será coincidência. Já citei, acima, as características de um boa escova de dentes. Quando se vai muito além dessas características, deixa-se a esfera da higiene bucal pra se entrar no âmbito da estratégia de marketing. O que conta MESMO é saber usar a escova de dentes e usá-la sempre. A tecnologia envolvida, embora possa ajudar, não é determinante. Recomendo, inclusive, que você não compre uma escova de dentes cara… compre uma bem baratinha e macia. Assim dá menos pena de jogar ela fora quando as cerdas começarem a entortar e ela não servir mais pra nada.
Existem outros mitos sobre higiene bucal, mas esses são os principais. Em caso de dúvida, não esqueça: a pessoa mais indicada para orientar você sobre esse assunto é o seu dentista. Não pergunte pra vizinha ou pro balconista da farmácia… pergunte pra quem sabe, e não pra quem acha que sabe. 
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Falando de cárie... Deu no estadão!
A longa história da cárie
28 de junho de 2012 | 3h 09
Notícia
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Fernando Reinach
Muita coisa melhorou na vida do Homo sapiens nos últimos 20 mil anos, mas uma piorou: a quantidade de cáries. É o que concluiu um grupo de dentistas, antropólogos e arqueólogos.
Saber se diabete ou hipertensão eram frequentes na Idade da Pedra Lascada é praticamente impossível. Esqueletos, ruínas e artefatos são tudo de que dispomos para entender como era a vida de nossos ancestrais.
Algumas vezes encontramos ossos quebrados e marcas de pancadas nos crânios, o que permite avaliar o nível de violência ou os acidentes do no dia a dia. Mas talvez nunca venhamos a saber a incidência de doenças metabólicas ou a prevalência da obesidade.
Mas, se essa ignorância incomoda os médicos, os dentistas têm mais sorte. A quantidade de fósseis de crânios humanos é enorme. Muitos se dedicam a verificar o estado dos dentes de nossos antepassados, correlacionando seus achados com a época em que viveram, seus hábitos alimentares e a idade de cada um.
Nossos parentes distantes, os macacos, dificilmente apresentam cáries durante a maior parte de sua vida. Elas e outras doenças dentárias só aparecem no final da vida e são sinal de envelhecimento.
O que sabemos dos dentes de nossos ancestrais mais antigos vem do exame de crânios de humanos que viveram antes do desenvolvimento da agricultura. Examinando mais de mil crânios dessa época, foi constatada pelo menos uma cárie em só 2% dos indivíduos. Eram coletores e caçadores, comiam raízes, frutos, sementes duras e um pouco de carne.
O estado dental começou a piorar há 13 mil anos, no Neolítico, quando surgiu a agricultura. Nessa amostra de crânios, 9% deles possuíam uma cárie. Nessa época o consumo de grãos moídos, ricos em carboidratos, começou a fazer parte da dieta humana. Muito depois, tanto no Egito (há 3,3 mil anos) quanto nos crânios de aborígenes australianos (há uns 70 anos), a quantidade de cáries era próxima a 2%, mas esses povos não haviam adotado completamente a dieta rica em grãos típica das civilizações que adotaram a agricultura.
Açúcar. Nas populações europeias, há até 4 mil anos, a quantidade de crânios com cáries era de 10%. Há cerca de 2,3 mil anos, Alexandre, o Grande, trouxe o açúcar à Grécia. A quantidade de cáries aumentou lá, em Roma e depois em toda a Europa durante a Idade Média. O mesmo ocorreu na Inglaterra, quando, após a conquista das Índias, os navios trouxeram grandes quantidades de açúcar. O imposto sobre o açúcar foi reduzido em 1874 e o consumo explodiu. A partir desse momento, mais de 90% dos crânios ingleses possuem múltiplas cáries em quase todos os dentes.
Nessa época a alta incidência de problemas dentários fez com que as pessoas passassem a limpar os dentes: surgiram escovas, pastas, dentistas. Essa nova tecnologia estancou a incidência de cáries, que estabilizou em nível alto (50% a 90% das pessoas com cáries) na a Europa até meados do século 20. Em 1970, foi introduzido o flúor na água, o que melhorou um pouco a situação. Agora, no início do século 21, pela primeira vez a incidência está aumentando novamente.
A introdução de carboidratos purificados (amido) e solúveis (açúcar) em nossa dieta é provavelmente o grande culpado pelas cáries. Esse estudo é um bom exemplo de como a evolução tecnológica da humanidade é muito mais rápida que a biológica.
Nossa espécie viveu por milhões de anos comendo raízes, frutas, grãos e carne. Sobreviveram os indivíduos com dentes que resistiam nesse ambiente, mesmo sem higiene bucal. Mas o homem descobriu a agricultura e, com ela, carboidratos fáceis e baratos. E começou a consumi-los, apesar de seus dentes não estarem adaptados. Os dentes passaram a apodrecer rapidamente, o que deveria ter pressionado a população a comer menos destes alimentos. Mas novas tecnologias, como a escova e a dentadura, livraram-nos da pressão seletiva, a força maior da evolução.
A lição é simples: qual a melhor dieta para o ser humano? Aquela para a qual fomos selecionados durante milhões de anos, a dos que viveram antes da descoberta da agricultura.
* BIÓLOGO
MAIS INFORMAÇÕES: AN EVOLUTIONARY THEORY OF DENTISTRY. SCIENCE, VOL. 336, PÁG. 973, 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Um papo diferente
Colegas, vejam que bela iniciativa de um dentista. Sempre podemos fazer mais e melhor.
Aproveitem!
http://mdemulher.abril.com.br/bem-estar/reportagem/viver-bem/equipe-riso-projeto-incentiva-doacao-gentilezas-677194.shtml
Equipe Riso: o projeto que incentiva a doação de gentilezas
Conheça o projeto Equipe Riso, de Belmonte, na Bahia, em que um grupo se empenha para proporcionar um dia a dia mais feliz para a comunidade
Publicado em 16/02/2012
Lígia Menezes
A Equipe Riso é formada por um grupo de pessoas empenhadas em proporcionar um dia a dia mais feliz para a comunidade
Em Belmonte, pequena cidade da Bahia, uma turma animada acredita que generosidade não é apenas doar objetos, mas doar gentilezas. É a Equipe Riso, projeto coordenado por Tata Campos, que existe há quase quatro anos e ensina às crianças habilidades que elas não aprendem na escola. Confira a entrevista:
Como é composta a Equipe Riso?
A Equipe é formada por um grupo de pessoas empenhadas em proporcionar um dia a dia mais feliz para a comunidade. Temos pessoas nas mais diversas funções: desde pintores, faxineiros, músicos, dentistas, médicos, donas de casa, crianças... Cada um colabora com o que tem de melhor. Quem criou foi meu marido Maurício, que é dentista. Ele mora em Santos e em Belmonte (15 dias em cada local). Quando chegou em Belmonte pela primeira vez, seu objetivo era bem pequeno: retribuir a forma gentil com que a cidade nos recebeu. Hoje, alcançamos muito mais do que isso. Faço de tudo um pouco: desde pesquisas na internet até descarregar caminhão de doações.
O que é doar gentilezas para vocês?
É doar atitudes positivas, sorrisos, por favor, obrigado... Pode parecer comum, mas em uma cidade onde as pessoas já têm a difícil missão de sobreviver com tão pouco, falar de Portinari, incentivar os talentos musicais, ler histórias para crianças, apresentar uma bailarina de verdade, profissional, fazer cineminha na praça e outras coisas, são gestos que podem, com certeza, transformar o lugar e as pessoas.
O que a Equipe Riso faz no dia a dia?
Conseguimos firmar uma relação de confiança, graças a um trabalho diário. Temos o Studio Riso, onde, diariamente, 20 crianças passam as tardes aprendendo coisas que não são ditas na escola, como boas maneiras, e ouvem histórias sobre Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ziraldo, Toquinho, Portinari, Gandhi...
Temos também o Largo do Riso, que foi montado onde antes era um terreno baldio. Construímos palco, camarim, banheiro e bar. Hoje, é nosso local perfeito para apresentações musicais, inclusive do Coral de Risos, que é formado por 50 crianças da comunidade. Ainda temos o Momento Riso, uma hora na rádio comunitária, três vezes por semana, para falar das coisas boas da cidade e dar chance aos jovens locutores. Isso sem falar nos eventos, como a cãominhada, que já esta na quarta edição, um trabalho bem legal de conscientização sobre a importância de recolher as fezes dos animais. Nela também oferecemos atendimento veterinário de prevenção gratuito.
O que é a banda Riso?
São 10 jovens de 15 a 21 anos. Nenhum deles tinha experiência como músico, todos aprenderam sozinhos. Estamos juntos há quase três anos. Antes, eles ensaiavam na praça, com instrumentos doados. Até construímos o Largo do Riso. Aí, ganhamos uma aparelhagem de som de um amigo.
Pessoalmente, como você pratica gentilezas em seu dia a dia?
Eu passo 15 dias na Bahia e 15 em São Paulo. Assim, me envolvo com muitas pessoas diferentes e procuro conversar com todos da forma mais atenciosa possível. Aprendi a dar valor às histórias dos outros, a ouvir com atenção. Não tenho mais tanta pressa, consigo me dar o luxo de doar meu tempo para, pelo menos, tentar fazer o dia do outro um pouco mais alegre.
Vida em Sociedade - Muito legal esse projeto. Realmente o sorriso é a síntese do coração que ama.
Também temos um parecido. E as aulas de boas maneiras que demos viraram blog. Fica aqui o link se for útil para vocês. Material de Reprodução livre e gratuita. http://vida-em-sociedade.blogspot.com/ - 21/02/2012
Aproveitem!
http://mdemulher.abril.com.br/bem-estar/reportagem/viver-bem/equipe-riso-projeto-incentiva-doacao-gentilezas-677194.shtml
Equipe Riso: o projeto que incentiva a doação de gentilezas
Conheça o projeto Equipe Riso, de Belmonte, na Bahia, em que um grupo se empenha para proporcionar um dia a dia mais feliz para a comunidade
Publicado em 16/02/2012
Lígia Menezes
A Equipe Riso é formada por um grupo de pessoas empenhadas em proporcionar um dia a dia mais feliz para a comunidade
Em Belmonte, pequena cidade da Bahia, uma turma animada acredita que generosidade não é apenas doar objetos, mas doar gentilezas. É a Equipe Riso, projeto coordenado por Tata Campos, que existe há quase quatro anos e ensina às crianças habilidades que elas não aprendem na escola. Confira a entrevista:
Como é composta a Equipe Riso?
A Equipe é formada por um grupo de pessoas empenhadas em proporcionar um dia a dia mais feliz para a comunidade. Temos pessoas nas mais diversas funções: desde pintores, faxineiros, músicos, dentistas, médicos, donas de casa, crianças... Cada um colabora com o que tem de melhor. Quem criou foi meu marido Maurício, que é dentista. Ele mora em Santos e em Belmonte (15 dias em cada local). Quando chegou em Belmonte pela primeira vez, seu objetivo era bem pequeno: retribuir a forma gentil com que a cidade nos recebeu. Hoje, alcançamos muito mais do que isso. Faço de tudo um pouco: desde pesquisas na internet até descarregar caminhão de doações.
O que é doar gentilezas para vocês?
É doar atitudes positivas, sorrisos, por favor, obrigado... Pode parecer comum, mas em uma cidade onde as pessoas já têm a difícil missão de sobreviver com tão pouco, falar de Portinari, incentivar os talentos musicais, ler histórias para crianças, apresentar uma bailarina de verdade, profissional, fazer cineminha na praça e outras coisas, são gestos que podem, com certeza, transformar o lugar e as pessoas.
O que a Equipe Riso faz no dia a dia?
Conseguimos firmar uma relação de confiança, graças a um trabalho diário. Temos o Studio Riso, onde, diariamente, 20 crianças passam as tardes aprendendo coisas que não são ditas na escola, como boas maneiras, e ouvem histórias sobre Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ziraldo, Toquinho, Portinari, Gandhi...
Temos também o Largo do Riso, que foi montado onde antes era um terreno baldio. Construímos palco, camarim, banheiro e bar. Hoje, é nosso local perfeito para apresentações musicais, inclusive do Coral de Risos, que é formado por 50 crianças da comunidade. Ainda temos o Momento Riso, uma hora na rádio comunitária, três vezes por semana, para falar das coisas boas da cidade e dar chance aos jovens locutores. Isso sem falar nos eventos, como a cãominhada, que já esta na quarta edição, um trabalho bem legal de conscientização sobre a importância de recolher as fezes dos animais. Nela também oferecemos atendimento veterinário de prevenção gratuito.
O que é a banda Riso?
São 10 jovens de 15 a 21 anos. Nenhum deles tinha experiência como músico, todos aprenderam sozinhos. Estamos juntos há quase três anos. Antes, eles ensaiavam na praça, com instrumentos doados. Até construímos o Largo do Riso. Aí, ganhamos uma aparelhagem de som de um amigo.
Pessoalmente, como você pratica gentilezas em seu dia a dia?
Eu passo 15 dias na Bahia e 15 em São Paulo. Assim, me envolvo com muitas pessoas diferentes e procuro conversar com todos da forma mais atenciosa possível. Aprendi a dar valor às histórias dos outros, a ouvir com atenção. Não tenho mais tanta pressa, consigo me dar o luxo de doar meu tempo para, pelo menos, tentar fazer o dia do outro um pouco mais alegre.
Vida em Sociedade - Muito legal esse projeto. Realmente o sorriso é a síntese do coração que ama.
Também temos um parecido. E as aulas de boas maneiras que demos viraram blog. Fica aqui o link se for útil para vocês. Material de Reprodução livre e gratuita. http://vida-em-sociedade.blogspot.com/ - 21/02/2012
sábado, 20 de agosto de 2011
Escovem os dentes antes de dormir e usem creme dental com flúor
Estou em plena fase de Educação em Saúde nas escolas.
Falo sobre a frequência de escovação e friso a importância da noturna.
As pesquisas comprovam a eficiência e validam incondicionalmente o uso do flúor.
Vejam!
FOP pesquisa eficiência da escovação noturna
Fonte: Odonto 1
Clipping do Dia: 18/08/2011
Data de Veiculação: 16/08/2011
Estudiosos avaliaram a perda mineral na dentina e no esmalte dental em diferentes períodos do dia.
Pesquisadores do Laboratório de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP-Unicamp) constataram que a escovação noturna é mais eficiente na preservação da dentina e do esmalte dental. O estudo foi conduzido por Sandro Carvalho Kusano, com orientação de Lívia Maria Andaló Tenuta, com colaboração de Jaime Cury e Altair Del Bel Cury.
Para realizar o estudo, os autores contaram com 12 voluntários, que foram acompanhados durante 14 dias. Foram avaliadas a perda mineral na dentina e no esmalte dental dos voluntários após o acúmulo de placa e a exposição de açúcar oito vezes ao dia.
Os resultados mostraram que escovar os dentes com dentifrício fluoretado uma vez ao dia, no período da manhã, reduz em 42% a perda mineral do esmalte dental. Já a escovação no período noturno diminui em 58%. Para a dentina, a escovação no período da manhã reduz a perda mineral em 19% e, à noite, 37%.
Ainda são desconhecidas as razões pelas quais a ação do flúor no período noturno e matutino são diferentes. No entanto, os pesquisadores acreditam que essa diferença se deva a uma retenção mais prolongada do flúor após a escovação noturna por conta da diminuição da produção de saliva que ocorre nesse período. O flúor tem a função de remineralizar as perdas que ocorrem durante o dia, por isso, seu efeito seria melhor aproveitado à noite.
Os responsáveis pelo estudo também avaliaram a ação do dentifrício sem flúor em três escovações diárias. Nestes casos, segundo os autores, o efeito de prevenção ao desenvolvimento de cárie nos blocos dentais foi nulo.
Falo sobre a frequência de escovação e friso a importância da noturna.
As pesquisas comprovam a eficiência e validam incondicionalmente o uso do flúor.
Vejam!
FOP pesquisa eficiência da escovação noturna
Fonte: Odonto 1
Clipping do Dia: 18/08/2011
Data de Veiculação: 16/08/2011
Estudiosos avaliaram a perda mineral na dentina e no esmalte dental em diferentes períodos do dia.
Pesquisadores do Laboratório de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP-Unicamp) constataram que a escovação noturna é mais eficiente na preservação da dentina e do esmalte dental. O estudo foi conduzido por Sandro Carvalho Kusano, com orientação de Lívia Maria Andaló Tenuta, com colaboração de Jaime Cury e Altair Del Bel Cury.
Para realizar o estudo, os autores contaram com 12 voluntários, que foram acompanhados durante 14 dias. Foram avaliadas a perda mineral na dentina e no esmalte dental dos voluntários após o acúmulo de placa e a exposição de açúcar oito vezes ao dia.
Os resultados mostraram que escovar os dentes com dentifrício fluoretado uma vez ao dia, no período da manhã, reduz em 42% a perda mineral do esmalte dental. Já a escovação no período noturno diminui em 58%. Para a dentina, a escovação no período da manhã reduz a perda mineral em 19% e, à noite, 37%.
Ainda são desconhecidas as razões pelas quais a ação do flúor no período noturno e matutino são diferentes. No entanto, os pesquisadores acreditam que essa diferença se deva a uma retenção mais prolongada do flúor após a escovação noturna por conta da diminuição da produção de saliva que ocorre nesse período. O flúor tem a função de remineralizar as perdas que ocorrem durante o dia, por isso, seu efeito seria melhor aproveitado à noite.
Os responsáveis pelo estudo também avaliaram a ação do dentifrício sem flúor em três escovações diárias. Nestes casos, segundo os autores, o efeito de prevenção ao desenvolvimento de cárie nos blocos dentais foi nulo.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Semana Mundial da Amamentação- agosto de 2011
Foto de uma das 3 sessões de educação em saúde sobre amamentação, com os professores
Todo ano esta ação em pról do aleitamento materno é feita como forma de incentivo à esta prática que traz grande benefício à saúde e gera ganho social.
Daí nos perguntamos o porquê da necessidade de uma campanha mundial para amamentação se este ato é largamente entendido como benéfico.
Penso que o ser humano tem se distanciado da sua natureza. Tem se esquecido que há o lado "bicho", espécie biológica, que pertence ao reino animal.
O corpo humano foi feito para se reproduzir, gerar e naturalmente amamentar sua cria.
A "civilização" cria o artificial e o enfeita de modernidade e praticidade, causando uma demanda inexistente de necessidade, que vai suprir o mercado da binômio produção- consumo.
Em resumo, somos convencidos de que necessitamos de algo de que não necessitamos.
E a amamentação natural passou por este processo com a vinda dos leites industrializados e a crença que o ato deforma o corpo, prejudicando a estética, hoje de vital importância na sociedade.
A campanha em pról da amamentação visa resgatar este valor como bem natural, proporcionador de saúde à curto e longo prazo.
Foi pensando nisso que resolvi conversar um pouquinho com os professores da escola onde trabalho, pois eles estão mais próximos dos jovens, especialmente aqueles do ensino médio, que estão às portas da vida adulta, e consequentemente são os potenciais pais e mães de uma nova geração.
Acredito que a educação é a parceira primordial da saúde, pois é através dela que a informação chega, principalmente aos jovens, que estão em período de formação física e intelectual e de aquisição de hábitos.
Sem informação não é possível a escolha e o sujeito se vê refém da ignorãncia. Por isso é preciso informar quem forma.
Bem, mas vamos à prática.
Fui recebida pelos professores e coordenadores em seu período de Hora Atividade, e conversei brevemente com eles, para não lhes roubar o precioso tempo.
Falei sobre os benefícios mais amplamente divulgados da amamentação como a diminuição de sangramento no pós parto, prevenindo hemorragias, a menor incidência de cancer de mama e ovário entre as mulheres que amamentam, o retorno mais rápido da forma física e ó reforço do vínculo afetivo com a criança.
No caso da criança os benefícios são ainda maiores e vão desde a prevençaõ de infecções por contaminação alimentar, já que na amamentação o alimento vem pronto, na quantidade e formulação certas e dispensa o uso de outros alimentos, inclusive àgua, e consequentemente o uso de mamadeiras.
Além disso o leite humano é rico em anticorpos que previnem doenças no recém nascido lactente.
A OMS preconiza o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida da criança, daí em diante há a introdução gradual dos demais alimentos, mas a amamentação natural pode e deve ser mantida até os 2 anos ou mais.
Desta forma a criança fica também, mais protegica contra alergias causadas por alimentos.
Mas, o diferencial da minha fala foi ter abordado os aspectos preventivos de maloclusões ( mal posicionamento dos dentes nas arcadas), decorrentes da amamentação natural.
Ao mamar no peito a criança faz a ordenha projetando a mandíbula o que estimula o crescimento ósseo e tonifica a musculatura de maneira correta e desejável como preparo para a mastigação e da fala, atos responsáveis pelo desenvolvimento do terço inferior da face.
Ao mesmo tempo proporciona o treino da respiração nasal, que é a natural, o que também diminui a ocorrência de maloclusões e desenvolve satisfatóriamente o terço médio da face, protegendo naturalmente a criança de infecções típicas dos respiradores bucais.
O aleitamento natural diminui o uso da mamadeira e da chupeta, tão danosos ao bom posicionamento dos dentes na arcada.
Alertei os professores,sobre a importância da respiração nasal que permite à criança, uma qualidade de sono melhor, entre outras coisas, tornando-a uma criança mais pronta para o aprendizado.
"Puxando a brasa para a minha sardinha", digo que maloclusões predispõe á cárie, problemas periodontais e traumas dentais, gerando uma maior demanda por serviçõs de odontologia curativa.
Desta forma a prevenção de maloclusões, desde a mais tenra idade, como no caso do incentivo à amamentação é assunto totalmente pertinente à prevenção em odontologia.
Gostei de poder conversar com os professores, que demonstraram interesse no assunto participando com perguntas e fazendo referência à campanha que está sendo amplamente divulgada pelos meios de comunicação.
Deixei na biblioteca da escola uma pasta com os folhetos sobre aleitamento materno, para consulta de professores e alunos.
Nesta site as informações oficiais http://www.saude.ribeiraoprto.sp.gov.br/programas
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