quinta-feira, 26 de julho de 2012

Mitos da odontologia


Facebook é uma beleza!! Copiei este aqui daqui   http://medodedentista.com.br/2012/07/mitos-da-odontologia-higiene-bucal.html , copiado do amigo do amigo. Obrigada.
Muito bom!! Assino embaixo.
Tudo nessa vida tem seus mitos e a Odontologia não poderia ficar de fora. Existem algumas lendas que circulam por aí e que a maioria das pessoas aceita como verdade, geralmente sem questionar. Talvez porque nossos pais ensinaram assim, talvez porque a verdade não é legal nem reconfortante (ou não interessa comercialmente).
Portanto, vamos deixar as coisas claras? Inauguro uma nova série aqui no blog: Mitos da Odontologia, e o tema hoje é higiene bucal. Eis 5 coisas que você achava que eram verdade e não são:
5 Mitos da Higiene Bucal
  • “Escova de dentes com cerdas duras limpa mais”

    Não limpa, pelo contrário. Cerdas duras, associadas à muita força na escovação, podem machucar a gengiva e causar recessões gengivais, o que expõe parte das raízes dos dentes e pode levar à sensibilidade dentinária. A melhor escova de dentes é aquela bem macia, de cabeça relativamente pequena (que alcança todos os lugares) e cerdas retas e da mesma altura.
  • “Para uma limpeza completa, é preciso usar enxaguante bucal”

    Ao contrário do que os comerciais das grandes empresas do ramo da higiene bucal pregam, enxaguatórios não devem fazer parte da nossa rotina de higiene. Isso por vários motivos mas, principalmente, porque esse tipo de produto “bagunça” a flora bucal, alterando o equilíbrio entre as bactérias boas e ruins que existem na boca. Ainda, o álcool presente em muitos enxaguatórios porque “quando arde é que é bom” pode causar descamação e lesões na mucosa. Em resumo: só utilize enxaguante bucal de forma contínua se o seu dentista lhe disser pra fazer isso. Escova e fio dental são mais do que suficientes para realizar uma higiene bucal completa.
  • “Quando a gengiva sangra é melhor escovar menos os dentes”

    Pelo contrário! Quando a sua gengiva sangra ao escovar os dentes e/ou usar o fio dental (e às vezes até de forma espontânea) é sinal de gengivite, que é a inflamação da gengiva. O que causa a inflamação da gengiva é a presença constante de placa bacteriana (aquela camada áspera que fica sobre os dentes depois que a gente come) e, para removê-la, você precisa escovar os dentes! Algumas pessoas pensam que o sangramento é causado pela escovação em si, que “machuca” a gengiva, mas isso não é verdade. Escove os dentes direitinho e o sangramento vai diminuir até parar.
  • “Pastas de dente abrasivas limpam melhor”

    De forma alguma. Os melhores cremes dentais são aqueles que apresentam uma relação adequada entre abrasividade e poder de limpeza, ou seja, quanto menos abrasiva e com maior poder de limpeza, melhor a pasta de dente. Pasta abrasiva é aquela de consistência “arenosa”, às vezes com pequenas partículas, e o papel principal dessas substâncias é o de “lixar” o esmalte dos dentes. Essa ação pode remover manchas superficiais (principalmente se você fuma ou toma muito café), e é esse o grande “segredo” dos cremes dentais “clareadores”. Eles não clareiam absolutamente nada, apenas desgastam tecido dentário, podendo levar, a médio prazo, à sensibilidade dentinária. Existe uma escala que demonstra o grau de abrasividade dos cremes dentais chamada RDA, mas ela não vem explícita nas embalagens. Portanto, pra saber, só entrando em contato com o fabricante.
  • “Escova boa é escova cara”

    Até parece! Escova cara é… escova cara. Ela pode até ser boa, mas provavelmente será coincidência. Já citei, acima, as características de um boa escova de dentes. Quando se vai muito além dessas características, deixa-se a esfera da higiene bucal pra se entrar no âmbito da estratégia de marketing. O que conta MESMO é saber usar a escova de dentes e usá-la sempre. A tecnologia envolvida, embora possa ajudar, não é determinante. Recomendo, inclusive, que você não compre uma escova de dentes cara… compre uma bem baratinha e macia. Assim dá menos pena de jogar ela fora quando as cerdas começarem a entortar e ela não servir mais pra nada.
Existem outros mitos sobre higiene bucal, mas esses são os principais. Em caso de dúvida, não esqueça: a pessoa mais indicada para orientar você sobre esse assunto é o seu dentista. Não pergunte pra vizinha ou pro balconista da farmácia… pergunte pra quem sabe, e não pra quem acha que sabe. ;)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Falando de cárie... Deu no estadão!

A longa história da cárie 28 de junho de 2012 | 3h 09 Notícia A+ A- Assine a Newsletter Fernando Reinach Muita coisa melhorou na vida do Homo sapiens nos últimos 20 mil anos, mas uma piorou: a quantidade de cáries. É o que concluiu um grupo de dentistas, antropólogos e arqueólogos. Saber se diabete ou hipertensão eram frequentes na Idade da Pedra Lascada é praticamente impossível. Esqueletos, ruínas e artefatos são tudo de que dispomos para entender como era a vida de nossos ancestrais. Algumas vezes encontramos ossos quebrados e marcas de pancadas nos crânios, o que permite avaliar o nível de violência ou os acidentes do no dia a dia. Mas talvez nunca venhamos a saber a incidência de doenças metabólicas ou a prevalência da obesidade. Mas, se essa ignorância incomoda os médicos, os dentistas têm mais sorte. A quantidade de fósseis de crânios humanos é enorme. Muitos se dedicam a verificar o estado dos dentes de nossos antepassados, correlacionando seus achados com a época em que viveram, seus hábitos alimentares e a idade de cada um. Nossos parentes distantes, os macacos, dificilmente apresentam cáries durante a maior parte de sua vida. Elas e outras doenças dentárias só aparecem no final da vida e são sinal de envelhecimento. O que sabemos dos dentes de nossos ancestrais mais antigos vem do exame de crânios de humanos que viveram antes do desenvolvimento da agricultura. Examinando mais de mil crânios dessa época, foi constatada pelo menos uma cárie em só 2% dos indivíduos. Eram coletores e caçadores, comiam raízes, frutos, sementes duras e um pouco de carne. O estado dental começou a piorar há 13 mil anos, no Neolítico, quando surgiu a agricultura. Nessa amostra de crânios, 9% deles possuíam uma cárie. Nessa época o consumo de grãos moídos, ricos em carboidratos, começou a fazer parte da dieta humana. Muito depois, tanto no Egito (há 3,3 mil anos) quanto nos crânios de aborígenes australianos (há uns 70 anos), a quantidade de cáries era próxima a 2%, mas esses povos não haviam adotado completamente a dieta rica em grãos típica das civilizações que adotaram a agricultura. Açúcar. Nas populações europeias, há até 4 mil anos, a quantidade de crânios com cáries era de 10%. Há cerca de 2,3 mil anos, Alexandre, o Grande, trouxe o açúcar à Grécia. A quantidade de cáries aumentou lá, em Roma e depois em toda a Europa durante a Idade Média. O mesmo ocorreu na Inglaterra, quando, após a conquista das Índias, os navios trouxeram grandes quantidades de açúcar. O imposto sobre o açúcar foi reduzido em 1874 e o consumo explodiu. A partir desse momento, mais de 90% dos crânios ingleses possuem múltiplas cáries em quase todos os dentes. Nessa época a alta incidência de problemas dentários fez com que as pessoas passassem a limpar os dentes: surgiram escovas, pastas, dentistas. Essa nova tecnologia estancou a incidência de cáries, que estabilizou em nível alto (50% a 90% das pessoas com cáries) na a Europa até meados do século 20. Em 1970, foi introduzido o flúor na água, o que melhorou um pouco a situação. Agora, no início do século 21, pela primeira vez a incidência está aumentando novamente. A introdução de carboidratos purificados (amido) e solúveis (açúcar) em nossa dieta é provavelmente o grande culpado pelas cáries. Esse estudo é um bom exemplo de como a evolução tecnológica da humanidade é muito mais rápida que a biológica. Nossa espécie viveu por milhões de anos comendo raízes, frutas, grãos e carne. Sobreviveram os indivíduos com dentes que resistiam nesse ambiente, mesmo sem higiene bucal. Mas o homem descobriu a agricultura e, com ela, carboidratos fáceis e baratos. E começou a consumi-los, apesar de seus dentes não estarem adaptados. Os dentes passaram a apodrecer rapidamente, o que deveria ter pressionado a população a comer menos destes alimentos. Mas novas tecnologias, como a escova e a dentadura, livraram-nos da pressão seletiva, a força maior da evolução. A lição é simples: qual a melhor dieta para o ser humano? Aquela para a qual fomos selecionados durante milhões de anos, a dos que viveram antes da descoberta da agricultura. * BIÓLOGO MAIS INFORMAÇÕES: AN EVOLUTIONARY THEORY OF DENTISTRY. SCIENCE, VOL. 336, PÁG. 973, 2012

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Um papo diferente

Colegas, vejam que bela iniciativa de um dentista. Sempre podemos fazer mais e melhor.
Aproveitem!


http://mdemulher.abril.com.br/bem-estar/reportagem/viver-bem/equipe-riso-projeto-incentiva-doacao-gentilezas-677194.shtml

Equipe Riso: o projeto que incentiva a doação de gentilezas
Conheça o projeto Equipe Riso, de Belmonte, na Bahia, em que um grupo se empenha para proporcionar um dia a dia mais feliz para a comunidade
Publicado em 16/02/2012
Lígia Menezes

A Equipe Riso é formada por um grupo de pessoas empenhadas em proporcionar um dia a dia mais feliz para a comunidade


Em Belmonte, pequena cidade da Bahia, uma turma animada acredita que generosidade não é apenas doar objetos, mas doar gentilezas. É a Equipe Riso, projeto coordenado por Tata Campos, que existe há quase quatro anos e ensina às crianças habilidades que elas não aprendem na escola. Confira a entrevista:

Como é composta a Equipe Riso?
A Equipe é formada por um grupo de pessoas empenhadas em proporcionar um dia a dia mais feliz para a comunidade. Temos pessoas nas mais diversas funções: desde pintores, faxineiros, músicos, dentistas, médicos, donas de casa, crianças... Cada um colabora com o que tem de melhor. Quem criou foi meu marido Maurício, que é dentista. Ele mora em Santos e em Belmonte (15 dias em cada local). Quando chegou em Belmonte pela primeira vez, seu objetivo era bem pequeno: retribuir a forma gentil com que a cidade nos recebeu. Hoje, alcançamos muito mais do que isso. Faço de tudo um pouco: desde pesquisas na internet até descarregar caminhão de doações.

O que é doar gentilezas para vocês?
É doar atitudes positivas, sorrisos, por favor, obrigado... Pode parecer comum, mas em uma cidade onde as pessoas já têm a difícil missão de sobreviver com tão pouco, falar de Portinari, incentivar os talentos musicais, ler histórias para crianças, apresentar uma bailarina de verdade, profissional, fazer cineminha na praça e outras coisas, são gestos que podem, com certeza, transformar o lugar e as pessoas.

O que a Equipe Riso faz no dia a dia?
Conseguimos firmar uma relação de confiança, graças a um trabalho diário. Temos o Studio Riso, onde, diariamente, 20 crianças passam as tardes aprendendo coisas que não são ditas na escola, como boas maneiras, e ouvem histórias sobre Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ziraldo, Toquinho, Portinari, Gandhi...
Temos também o Largo do Riso, que foi montado onde antes era um terreno baldio. Construímos palco, camarim, banheiro e bar. Hoje, é nosso local perfeito para apresentações musicais, inclusive do Coral de Risos, que é formado por 50 crianças da comunidade. Ainda temos o Momento Riso, uma hora na rádio comunitária, três vezes por semana, para falar das coisas boas da cidade e dar chance aos jovens locutores. Isso sem falar nos eventos, como a cãominhada, que já esta na quarta edição, um trabalho bem legal de conscientização sobre a importância de recolher as fezes dos animais. Nela também oferecemos atendimento veterinário de prevenção gratuito.
O que é a banda Riso?
São 10 jovens de 15 a 21 anos. Nenhum deles tinha experiência como músico, todos aprenderam sozinhos. Estamos juntos há quase três anos. Antes, eles ensaiavam na praça, com instrumentos doados. Até construímos o Largo do Riso. Aí, ganhamos uma aparelhagem de som de um amigo.

Pessoalmente, como você pratica gentilezas em seu dia a dia?
Eu passo 15 dias na Bahia e 15 em São Paulo. Assim, me envolvo com muitas pessoas diferentes e procuro conversar com todos da forma mais atenciosa possível. Aprendi a dar valor às histórias dos outros, a ouvir com atenção. Não tenho mais tanta pressa, consigo me dar o luxo de doar meu tempo para, pelo menos, tentar fazer o dia do outro um pouco mais alegre.

Vida em Sociedade - Muito legal esse projeto. Realmente o sorriso é a síntese do coração que ama.
Também temos um parecido. E as aulas de boas maneiras que demos viraram blog. Fica aqui o link se for útil para vocês. Material de Reprodução livre e gratuita. http://vida-em-sociedade.blogspot.com/ - 21/02/2012

sábado, 20 de agosto de 2011

Escovem os dentes antes de dormir e usem creme dental com flúor

Estou em plena fase de Educação em Saúde nas escolas.
Falo sobre a frequência de escovação e friso a importância da noturna.
As pesquisas comprovam a eficiência e validam incondicionalmente o uso do flúor.
Vejam!

FOP pesquisa eficiência da escovação noturna

Fonte: Odonto 1
Clipping do Dia: 18/08/2011
Data de Veiculação: 16/08/2011

Estudiosos avaliaram a perda mineral na dentina e no esmalte dental em diferentes períodos do dia.

Pesquisadores do Laboratório de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP-Unicamp) constataram que a escovação noturna é mais eficiente na preservação da dentina e do esmalte dental. O estudo foi conduzido por Sandro Carvalho Kusano, com orientação de Lívia Maria Andaló Tenuta, com colaboração de Jaime Cury e Altair Del Bel Cury.

Para realizar o estudo, os autores contaram com 12 voluntários, que foram acompanhados durante 14 dias. Foram avaliadas a perda mineral na dentina e no esmalte dental dos voluntários após o acúmulo de placa e a exposição de açúcar oito vezes ao dia.

Os resultados mostraram que escovar os dentes com dentifrício fluoretado uma vez ao dia, no período da manhã, reduz em 42% a perda mineral do esmalte dental. Já a escovação no período noturno diminui em 58%. Para a dentina, a escovação no período da manhã reduz a perda mineral em 19% e, à noite, 37%.

Ainda são desconhecidas as razões pelas quais a ação do flúor no período noturno e matutino são diferentes. No entanto, os pesquisadores acreditam que essa diferença se deva a uma retenção mais prolongada do flúor após a escovação noturna por conta da diminuição da produção de saliva que ocorre nesse período. O flúor tem a função de remineralizar as perdas que ocorrem durante o dia, por isso, seu efeito seria melhor aproveitado à noite.

Os responsáveis pelo estudo também avaliaram a ação do dentifrício sem flúor em três escovações diárias. Nestes casos, segundo os autores, o efeito de prevenção ao desenvolvimento de cárie nos blocos dentais foi nulo.



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Semana Mundial da Amamentação- agosto de 2011


Foto de uma das 3 sessões de educação em saúde sobre amamentação, com os professores

Todo ano esta ação em pról do aleitamento materno é feita como forma de incentivo à esta prática que traz grande benefício à saúde e gera ganho social.
Daí nos perguntamos o porquê da necessidade de uma campanha mundial para amamentação se este ato é largamente entendido como benéfico.
Penso que o ser humano tem se distanciado da sua natureza. Tem se esquecido que há o lado "bicho", espécie biológica, que pertence ao reino animal.
O corpo humano foi feito para se reproduzir, gerar e naturalmente amamentar sua cria.
A "civilização" cria o artificial e o enfeita de modernidade e praticidade, causando uma demanda inexistente de necessidade, que vai suprir o mercado da binômio produção- consumo.
Em resumo, somos convencidos de que necessitamos de algo de que não necessitamos.
E a amamentação natural passou por este processo com a vinda dos leites industrializados e a crença que o ato deforma o corpo, prejudicando a estética, hoje de vital importância na sociedade.
A campanha em pról da amamentação visa resgatar este valor como bem natural, proporcionador de saúde à curto e longo prazo.
Foi pensando nisso que resolvi conversar um pouquinho com os professores da escola onde trabalho, pois eles estão mais próximos dos jovens, especialmente aqueles do ensino médio, que estão às portas da vida adulta, e consequentemente são os potenciais pais e mães de uma nova geração.
Acredito que a educação é a parceira primordial da saúde, pois é através dela que a informação chega, principalmente aos jovens, que estão em período de formação física e intelectual e de aquisição de hábitos.
Sem informação não é possível a escolha e o sujeito se vê refém da ignorãncia. Por isso é preciso informar quem forma.
Bem, mas vamos à prática.
Fui recebida pelos professores e coordenadores em seu período de Hora Atividade, e conversei brevemente com eles, para não lhes roubar o precioso tempo.
Falei sobre os benefícios mais amplamente divulgados da amamentação como a diminuição de sangramento no pós parto, prevenindo hemorragias, a menor incidência de cancer de mama e ovário entre as mulheres que amamentam, o retorno mais rápido da forma física e ó reforço do vínculo afetivo com a criança.
No caso da criança os benefícios são ainda maiores e vão desde a prevençaõ de infecções por contaminação alimentar, já que na amamentação o alimento vem pronto, na quantidade e formulação certas e dispensa o uso de outros alimentos, inclusive àgua, e consequentemente o uso de mamadeiras.
Além disso o leite humano é rico em anticorpos que previnem doenças no recém nascido lactente.
A OMS preconiza o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida da criança, daí em diante há a introdução gradual dos demais alimentos, mas a amamentação natural pode e deve ser mantida até os 2 anos ou mais.
Desta forma a criança fica também, mais protegica contra alergias causadas por alimentos.
Mas, o diferencial da minha fala foi ter abordado os aspectos preventivos de maloclusões ( mal posicionamento dos dentes nas arcadas), decorrentes da amamentação natural.
Ao mamar no peito a criança faz a ordenha projetando a mandíbula o que estimula o crescimento ósseo e tonifica a musculatura de maneira correta e desejável como preparo para a mastigação e da fala, atos responsáveis pelo desenvolvimento do terço inferior da face.
Ao mesmo tempo proporciona o treino da respiração nasal, que é a natural, o que também diminui a ocorrência de maloclusões e desenvolve satisfatóriamente o terço médio da face, protegendo naturalmente a criança de infecções típicas dos respiradores bucais.
O aleitamento natural diminui o uso da mamadeira e da chupeta, tão danosos ao bom posicionamento dos dentes na arcada.
Alertei os professores,sobre a importância da respiração nasal que permite à criança, uma qualidade de sono melhor, entre outras coisas, tornando-a uma criança mais pronta para o aprendizado.
"Puxando a brasa para a minha sardinha", digo que maloclusões predispõe á cárie, problemas periodontais e traumas dentais, gerando uma maior demanda por serviçõs de odontologia curativa.
Desta forma a prevenção de maloclusões, desde a mais tenra idade, como no caso do incentivo à amamentação é assunto totalmente pertinente à prevenção em odontologia.
Gostei de poder conversar com os professores, que demonstraram interesse no assunto participando com perguntas e fazendo referência à campanha que está sendo amplamente divulgada pelos meios de comunicação.
Deixei na biblioteca da escola uma pasta com os folhetos sobre aleitamento materno, para consulta de professores e alunos.
Nesta site as informações oficiais http://www.saude.ribeiraoprto.sp.gov.br/programas

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Comentando a notícia anterior

A queda nos índices de cárie já era esperada por conta do uso do flúor, que apesar das polêmicas é de inegável eficiência no combate à cárie dental.
O flúor está presente nas águas de abastecimento público de vários municípios e nos cremes dentais usados para a higiene bucal. Escovar dente não é só questão de higiene mas também de tratamento preventivo.
O segundo fator é o acesso à informação. Saber como os dentes são afetados pela falta de higiene e alimentação incorreta ajuda a mudar hábitos.
Os meios de comunicação fazem o seu papel com artigos em jornais, revistas, entrevistas na tv e até inserções positivas em novelas e seriados.
Palmas para eles. Cumprem assim o seu papel social.
Na mesma mão as escolas recebem orientação de equipes especializadas em saúde bucal, contando muitas vezes com dentistas, no caso das públicas, educando assim seus alunos para o auto cuidado, na fase em que ele se faz mais necessário por serem os jovens os indivíduos de maior risco para a doença cárie.
É aí que os esforços tem que se concentrar pois é aí, na juventude, até os 20 anos, que os dentes estragam e serão a causa de todos os outros problemas posteriores, na fase adulta, na maturidade e na velhice.
A geração que está hoje idosa, não teve acesso aos cuidados preventivos, não havia fluor em sua juventude, e as informações eram escassas, por isso o grande e desastroso acúmulo de problemas bucais na maturidade e na velhice atuais.
Não há como evitar o estrago que já foi feito. Resta-nos tratar, da melhor forma, e da forma mais durável, reabilitando a saúde bucal do indivíduo e de olho no futuro desta geraçaõ longeva, para que tenha relativo conforto e evite o agravamento de outras moléstias da idade por conta de sua condição bucal.
A perda dos dentes envolve uma pior alimentação, debilitando o organismo, deixando-o vulnerável.
Focos de infecção bucais são agravantes de condições cardíacas,de pressão sanguínea e metabólicas.
Urge formarmos profissionais habilitados, para o nosso próprio bem.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A Saúde Bucal do brasileiro hoje, dezembro de 2010

Oi, gente, deu no UOL, e com destaque, comento depois só digo que tem dedinho, mãozinha, cabecinha e suor nosso nestes resultados.

28/12/2010 - 13h16
Incidência de cárie cai no país, mas saúde bucal de idosos ainda é desafio
Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo


Com os resultados, o Brasil passa a integrar o grupo de países com baixa prevalência de cáries

SP inicia "força-tarefa" para vacinar 5,4 milhões de paulistas contra hepatite B
Governo ainda gasta pouco com a saúde, diz Temporão
Brasil terá vacina contra a dengue em até quatro anos, afirma Temporão
Atualizada às 14h20

A proporção de crianças com 12 anos livres de cáries no Brasil aumentou de 31% para 44% nos últimos sete anos, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil 2010) divulgada nesta terça-feira (28) pelo Ministério da Saúde, em Brasília. Mas, embora os resultados indiquem melhora na saúde bucal das crianças, os resultados mostram que a saúde bucal dos idosos continua sendo um desafio para o governo.

De acordo com o levantamento, houve uma redução de 26% das cáries entre crianças de 12 anos em relação a 2003, quando foi feito o primeiro levantamento. A idade é usada como referência pela Organização OMS, pois é nela que a dentição permanente está praticamente completa.

Entre adolescentes, houve diminuição de 30% no índice de dentes cariados, perdidos e obturados (chamado de CPO) entre 2003 e 2010, o que significa que 18 milhões de dentes deixaram de ser afetados. A necessidade de prótese parcial (substituição de um ou alguns dentes) entre os adolescentes caiu 50%.

Em adultos, a queda foi de 19% na faixa etária entre 35 e 44 anos. Em relação a 2003, essa parcela da população apresentou queda de 30% no número de dentes cariados, queda de 45% no número de dentes perdidos por cárie, além do aumento de 70% no número de dentes tratados.

O estudo revela que o Brasil passou a integrar o grupo de países com baixa prevalência de cáries. Para estar neste grupo, o indicador CPO deve estar entre 1,2 e 2,6, segundo a classificação da Organização Mundial da Saúde. Em 2003, o país tinha índice de 2,8, passando, atualmente, para 2,1 — melhor que a média dos países das Américas. Para o Ministério, o novo cenário é reflexo direto da implantação do programa Brasil Sorridente, em 2003.

Pontos negativos

Todas as regiões do país registraram melhora no CPO, com exceção da Norte. Segundo o coordenador nacional de saúde bucal Gilberto Bucca, o Ministério da Saúde programa aumentar o número de equipes de saúde bucal do Programa Saúde da Família na região para amenizar o problema.

Outro ponto negativo destacado na pesquisa é o descaso em relação aos dentes-de-leite. Apesar de ter havido uma redução de 17% no índice de dentes-de-leite careados, 80% deles não foram corretamente tratados.

Déficit de próteses

O levantamento mostra que, atualmente, mais de 3 milhões de brasileiros com 65 anos ou mais precisam de próteses completas e 4 milhões precisam de próteses parciais. “Temos uma herança no Brasil de descaso com a saúde bucal que se reflete na faixa etária dos idosos”, comentou o Ministro da Saúde José Gomes Temporão durante a apresentação da pesquisa. Ele acrescentou que os laboratórios públicos só têm a capacidade de produzir cerca de 500 mil próteses por ano.

Segundo o ministro, o investimento no Brasil Sorridente aumentou de R$ 56 milhões, em 2003, para R$ 600 milhões em 2010, o que demonstra a prioridade dada à saúde bucal pela gestão do presidente Lula. “É uma política que tem implicações profundas do ponto de vista funcional, estético e social e, até este governo, era visto de maneira secundária”, disse. “Uma coisa que incomodava muito nosso presidente era por que a saúde pública se preocupa tanto com o orifício por onde a comida sai e tão pouco por onde a comida entra.”

A SB Brasil 2010 foi feita em 177 municípios (26 capitais e Distrito Federal) e contou com 38 mil pessoas de todas as regiões do país.

Unidades móveis

Durante a apresentação da pesquisa, o Ministério da Saúde também anunciou o lançamento de Unidades Odontológicas Móveis, veículos equipados que irão levar tratamento dentário para comunidades onde há pouco acesso. Até o fim de 2011, devem ser incorporadas 160 delas no país.