http://www.aorp.org.br/dicas-de-saude/e-tempo-de-ir-ao-dentista
Entrevista sobre os cuidados com os dentes de crianças.
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
sábado, 25 de outubro de 2014
Dia do Dentista- 25 de outubro
Hoje é dia do dentista.
Aqui o porquê:
"Vicente C. F. Sabóia e Thomas Gomes dos santos Filho, criaram um texto dentro dos Estatutos das Faculdades de medicina do Império, denominado "Reforma Sabóia, apresentado em 25 de outubro de 1884, através do decreto nº.9311, onde constava pela primeira vez, que a Odontologia formaria um curso anexo. Portanto, as Faculdades de Medicina do Império, do Rio de Janeiro e de Salvador, ficaram compostas de um curso de ciências médicas e cirúrgicas e de três cursos anexos: o de Farmácia, o de Obstetrícia e Ginecologia e o de Odontologia. Neste dia sua Majestade, Imperador D. Pedro II, promulgou o Decreto Imperial, criando o Curso de Odontologia.
Dia 25 de outubro, ficou sendo o "Dia do Cirurgião-Dentista Brasileiro". Os três primeiros mestres no Rio de Janeiro foram Thomas Gomes dos santos Filho, Aristides Benício de Sá e Antônio Gonçalves Pereira da Silva. "
Leia mais: http://www.acdbs.com.br/museu/historia-da-odontologia-nos-500-anos-brasil/
Parabéns, colegas que acreditam na importância de nossa profissão como uma profissão de saúde, que acreditam que "prevenir é melhor que remediar", que tem uma postura ética e honesta frente ao seu paciente e seu colega, que faz bem feito e busca a cura e a função agregando a estética.
São estes os princípios que norteiam nossa profissão.
Parabéns para nós, que assim somos.
Aqui o porquê:
"Vicente C. F. Sabóia e Thomas Gomes dos santos Filho, criaram um texto dentro dos Estatutos das Faculdades de medicina do Império, denominado "Reforma Sabóia, apresentado em 25 de outubro de 1884, através do decreto nº.9311, onde constava pela primeira vez, que a Odontologia formaria um curso anexo. Portanto, as Faculdades de Medicina do Império, do Rio de Janeiro e de Salvador, ficaram compostas de um curso de ciências médicas e cirúrgicas e de três cursos anexos: o de Farmácia, o de Obstetrícia e Ginecologia e o de Odontologia. Neste dia sua Majestade, Imperador D. Pedro II, promulgou o Decreto Imperial, criando o Curso de Odontologia.
Dia 25 de outubro, ficou sendo o "Dia do Cirurgião-Dentista Brasileiro". Os três primeiros mestres no Rio de Janeiro foram Thomas Gomes dos santos Filho, Aristides Benício de Sá e Antônio Gonçalves Pereira da Silva. "
Leia mais: http://www.acdbs.com.br/museu/historia-da-odontologia-nos-500-anos-brasil/
Parabéns, colegas que acreditam na importância de nossa profissão como uma profissão de saúde, que acreditam que "prevenir é melhor que remediar", que tem uma postura ética e honesta frente ao seu paciente e seu colega, que faz bem feito e busca a cura e a função agregando a estética.
São estes os princípios que norteiam nossa profissão.
Parabéns para nós, que assim somos.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Semana da Amamentação
A primeira semana de agosto é dedicada mundialmente à amamentação.
Trabalho em escola, e este ano resolvi conversar com todos os professores, um papo rápido sobre os benefícios da amamentação para a saúde bucal. Conversei também com alunos das séries mais avançadas sobre isso e a surpresa foi geral - Afinal! O que que amamentação tem a ver com saúde bucal?
Bem, se vocês olharem a foto do bebezinho mamando aí em cima, vocês poderão ver como a boca se encaixa perfeitamente ao seio materno, fazendo com que o bebê use a via natural para respirar, que é a nasal.
Bebês que usam mamadeira não tem essa embocadura e respiram também pela boca, numa via mais fácil mas incorreta, causando a ingestão de ar (o que aumenta as cólicas) e provocam uma deglutição atípica, entre outras coisas.
Na ordenha do seio, os movimentos do bebê deslocam o queixo para a frente num exercício que vai estimular o bom posicionamento da mandíbula.
No uso da mamadeira o movimento é de sucção, estimulando os músculos bucinadores que podem causar atresia maxilar, e não desenvolvem a movimentação da mandíbula.
Ossos crescem também por estímulo muscular, daí pode instalar-se a maloclusão.
Mordidas cruzadas, abertas, musculatura hipotônica, e por aí vai.
Dentes tortos acumulam mais resíduos correndo o risco de desenvolver mais cáries e problemas gengivais devido à dificuldade de higienização e possíveis disfunções mastigatórias.
Está aí como a amamentação contribui para a saúde bucal.
Portanto, uma mãe que amamenta também está cuidando da saúde bucal de seu filho e um filho amamentado tem mais chances de ter uma boa saúde bucal e uma melhor estética facial, sem falar no benefício primordial da nutrição segura e da prevenção à infecções dada pelos anticorpos do leite materno.
Falei também sobre a importância do apoio familiar ao ato de amamentar, ajudando a mãe em suas tarefas cotidianas para que ela tenha a tranquilidade para , principalmente nos primeiros tempos, amamentar o bebê.
O bem estar da criança depende de um esforço familiar coletivo.
A amamentação passou por diversas fases históricas, desde a rejeição ao ato e o costume das amas de leite para famílias mais abastadas, ou mesmo a crença de que o leite artificial ( em pó) era mais adequado, ou que amamentar prejudica a forma física das mães.
Hoje a amamentação sofre um resgate e um estímulo, e ter a sociedade à favor é também um facilitador.
Fiquei contente de poder falar sobre isso, assunto que despertou muito interesse, e tenho a certeza que todos ampliaram sua visão sobre a amamentação.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Pratinha no dente - Amálgama, o bom e velho e eficiente, amálgama
"Sou pré-histórica
poluente
perigosa
por favor, aposentem-me"
Pois é , estes versinhos poderiam falar do amálgama como material restaurador, mas falam de mim mesma, a dentista que usa amálgama.
Sei que os materiais estéticos estão bastante aperfeiçoados, não duvido de sua eficiência e qualidade, mas não há como negar que se não há domínio da técnica , nem cuidados por parte do paciente os insucessos são regra.
Então, em boquinhas de crianças que não escovam os dentes, tem alto consumo de açúcar e histórico anterior de cárie, não arrisco, uso amálgama na dentição permanente.
Mais tarde, com os fatores controlados, que se troque a restauração por uma estética, se desejado, agora o que me interessa é preservar a estrutura dental.
Morro de pena quando pego restaurações de resina infiltradas, pequenas lesões na superfície e um grande estrago sob a restauração com grande comprometimento do elemento dental.
Selantes causam também estragos, removo selantes infiltrados que viraram cárie em bocas hígidas que dispensariam esta "proteção extra".
Daí volto a dizer que uso amálgama, mesmo ciente da falta de estética e dos possíveis envolvimentos com o mercúrio, que teoricamente seria inócuo por estar em liga, mas que talvez traga algum dano ambiental por sua manipulação, porque penso que para a necessidade é o material mais eficiente.
Se me considerarem perigosa, por favor, aposentem-me.
Boa campanha.
Por aqui, nas terras tupiniquins, onde há fartura de recursos naturais e temperaturas altas, a água é usada e abusada em todos os sentidos.
Jogar água na rua ou na calçada ou mesmo lavar, onde um pano basta é de nossa cultura.
O mesmo acontece com a torneira aberta ao escovar os dentes.
Numa viagem ao exterior, já faz um bom tempo, percebi o cuidado que se tinha em Paris com o consumo de água. Avisos nos banheiros alertavam que a água de um copo era suficiente para enxaguar a boca após escovar os dentes. Eu diria até, mais que suficiente.
Apliquei o aprendido aqui, nas minhas atividades coletivas de educação em saúde e escovação supervisionada e o copo fez sucesso com as crianças, como uma novidade.
Hoje, estimulados pelas campanhas pró economia de água, e lembrados por quem vai conduzir a atividade, os alunos já tomam a iniciativa de fechar a torneira enquanto escovam os dentes durante a atividade coletiva.
Assim, de gota em gota, vamos repensando hábitos em prol do futuro.
Abaixo, uma boa campanha sobre a água.
Jogar água na rua ou na calçada ou mesmo lavar, onde um pano basta é de nossa cultura.
O mesmo acontece com a torneira aberta ao escovar os dentes.
Numa viagem ao exterior, já faz um bom tempo, percebi o cuidado que se tinha em Paris com o consumo de água. Avisos nos banheiros alertavam que a água de um copo era suficiente para enxaguar a boca após escovar os dentes. Eu diria até, mais que suficiente.
Apliquei o aprendido aqui, nas minhas atividades coletivas de educação em saúde e escovação supervisionada e o copo fez sucesso com as crianças, como uma novidade.
Hoje, estimulados pelas campanhas pró economia de água, e lembrados por quem vai conduzir a atividade, os alunos já tomam a iniciativa de fechar a torneira enquanto escovam os dentes durante a atividade coletiva.
Assim, de gota em gota, vamos repensando hábitos em prol do futuro.
Abaixo, uma boa campanha sobre a água.
sábado, 11 de janeiro de 2014
A percepção humana na profissão
Acabo de receber o jornal do Crosp, dez 2013, onde, numa matéria sobre ética, vejo uma citação importante que quero aqui ressaltar.
"Hoje em dia, não bata ao cirurgião-dentista investir no aprimoramento profissional e na aquisição de equipamentos de última geração. O paciente tem exigido dos profissionais um tratamento mais humanizado. Ele deseja sentir-se valorizado e, sobretudo, respeitrado. Neste sentido suas expectativas, anseios, necessidades e cobranças aumentam consideravelmente, obrigando o CD a se adequar na forma com que presta o seu serviço , priorizando o diálogo.
Normalmente, um paciente lhe procura com um problema a ser resolvido, já em situação de dor, vergonha , medo , ansiedade, estresse e fragilidade, inclusive psicológica. Qualquer ação ou descuido pode ser motivador para uma denúncia ou um processo ético e judicial."
Baseado neste texto afirmo que é preciso que o CD enriqueça sua formação pessoal para melhor desempenho de sua profissão.
A literatura é caminho certo para o melhor conhecimento do humano, a arte aprimora o senso estético e junto com a música desenvolve a percepção emocional.
O ganho é particular mas reflete-se naqueles de convívio próximo e profissional.
Experimente!
Aqui um pouquinho de experimentação científica:
http://www.sciencemag.org/content/342/6156/377.abstract
Saiu na revista "Ser Médico " e eu fui atrás.
Segundo a pesquisa, ler ficção literária de qualidade e envolver-se com obras de arte aumenta a compreensão dos estados mentais do outro e das complexas relações sociais que caracterizam as sociedades humanas, habilidade conhecida como Teoria da Mente (ToM). Leitura de não ficção e ficção popular não tiveram o mesmo desempenho.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Mais sobre o flúor
Artigo de revista de pediatria.
Prevenindo cáries dentárias em crianças com menos de cinco anos: revisão sistemática e atualização das recomendações do USPSTF
4 de novembro de 2013.
Chou R, Cantor A, Zakher B, Mitchell JP, Pappas M
Contexto e Objetivo: Intervenções de rastreamento e prevenção por provedores de atenção primária melhoram os resultados relacionados às cáries na infância precoce. O objetivo desse estudo foi atualizar a revisão sistemática de 2004 do US Preventive Services Task Force sobre a prevenção de cáries em crianças com menos de cinco anos.
Métodos: Pesquisando os bancos de dados Medline e Cochrane Library (até março de 2013), nós incluímos estudos clínicos e estudos controlados observacionais sobre a efetividade e os malefícios do rastreamento e tratamento. Um autor extraiu as características dos estudos e os resultados, os quais foram avaliados quanto à acurácia por um segundo autor. Dois autores independentes avaliaram a qualidade dos estudos.
Resultados: Nenhum estudo avaliou os efeitos do rastreamento por profissionais da atenção primária nos desfechos clínicos. Um estudo de coorte de boa qualidade encontrou que o exame pediátrico está associado a uma sensibilidade de 0,76 para a identificação de crianças com cavitações. Nenhum estudo recente avaliou a suplementação com flúor por via oral. Três novos estudos aleatorizados foram consistentes com os estudos anteriores ao observar que o polimento com flúor é mais efetivo que o não polimento (redução no incremento de cáries 18% a 59%). Três estudos de xilitol foram inconclusivos a respeito dos efeitos nas cáries. Novos estudos observacionais foram consistentes com as evidências prévias mostrando associação entre o uso precoce de flúor na infância e fluorose do esmalte. Evidências sobre a acurácia dos instrumentos de predição de risco na atenção primária não estão disponíveis.
Conclusões: Não existem evidências diretas de que o rastreamento por profissionais da atenção primária reduza as cáries na infância precoce. Evidências previamente revisadas pelo US Preventive Services Task Force mostraram que a suplementação oral com fluoreto é efetiva na redução de incidência de cáries e novas evidências dão suporte à efetividade do polimento com flúor em crianças de alto risco.
Contexto e Objetivo: Intervenções de rastreamento e prevenção por provedores de atenção primária melhoram os resultados relacionados às cáries na infância precoce. O objetivo desse estudo foi atualizar a revisão sistemática de 2004 do US Preventive Services Task Force sobre a prevenção de cáries em crianças com menos de cinco anos.
Métodos: Pesquisando os bancos de dados Medline e Cochrane Library (até março de 2013), nós incluímos estudos clínicos e estudos controlados observacionais sobre a efetividade e os malefícios do rastreamento e tratamento. Um autor extraiu as características dos estudos e os resultados, os quais foram avaliados quanto à acurácia por um segundo autor. Dois autores independentes avaliaram a qualidade dos estudos.
Resultados: Nenhum estudo avaliou os efeitos do rastreamento por profissionais da atenção primária nos desfechos clínicos. Um estudo de coorte de boa qualidade encontrou que o exame pediátrico está associado a uma sensibilidade de 0,76 para a identificação de crianças com cavitações. Nenhum estudo recente avaliou a suplementação com flúor por via oral. Três novos estudos aleatorizados foram consistentes com os estudos anteriores ao observar que o polimento com flúor é mais efetivo que o não polimento (redução no incremento de cáries 18% a 59%). Três estudos de xilitol foram inconclusivos a respeito dos efeitos nas cáries. Novos estudos observacionais foram consistentes com as evidências prévias mostrando associação entre o uso precoce de flúor na infância e fluorose do esmalte. Evidências sobre a acurácia dos instrumentos de predição de risco na atenção primária não estão disponíveis.
Conclusões: Não existem evidências diretas de que o rastreamento por profissionais da atenção primária reduza as cáries na infância precoce. Evidências previamente revisadas pelo US Preventive Services Task Force mostraram que a suplementação oral com fluoreto é efetiva na redução de incidência de cáries e novas evidências dão suporte à efetividade do polimento com flúor em crianças de alto risco.
© Bibliomed, Inc.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Chupar o dedo
Tem gente que acha tão bonitinho quando a criança chupa o dedo!!!
Balanço a cabeça desconsolada.
O hábito de sucção do dedo é um dos que mais mutilam as arcadas dentárias.
O dedo é presença de objeto com ação muscular, impressor de força.
Por isso, cuidado, não é para achar bonitinho algo que vai prejudicar a saúde da criança.
Dê uma olhadinha aqui:
http://dentistasbrasil.com/blog/o-habito-de-chupar-o-dedo-0033/#more-1277
Balanço a cabeça desconsolada.
O hábito de sucção do dedo é um dos que mais mutilam as arcadas dentárias.
O dedo é presença de objeto com ação muscular, impressor de força.
Por isso, cuidado, não é para achar bonitinho algo que vai prejudicar a saúde da criança.
Dê uma olhadinha aqui:
http://dentistasbrasil.com/blog/o-habito-de-chupar-o-dedo-0033/#more-1277
Por Dentistas Brasil
Uma criança precisa sugar o peito ou mamadeira, o que é um comportamento de sobrevivência. O hábito de chupar o dedo pode aumentar quando se diminui a amamentação ou a mamadeira. Este comportamento pode indicar insegurança e ansiedade da criança; isto porque chupar o dedo é um reflexo natural, uma forma de se reconfortar e de induzir o sono.
Quando meu filho deve parar de chupar o dedo?
Recomenda-se que as crianças devam parar de chupar os polegares quando que surgirem os seus dentes permanentes, o que ocorre na idade entre 4 e 5 anos. Mas a maioria das crianças para de chupar por conta própria entre as idades de 2 a 4 anos.
Os dentes de uma criança podem ser afetados pelo hábito de chupar o dedo, dependendo do tipo de sucção que é feita, pois uma sucção de forma mais agressiva pode ter uma maior influência sobre o desenvolvimento dos dentes permanentes. Algumas crianças simplesmente mantêm seus polegares em suas bocas sem realmente sugá-los, o que pode ser menos prejudicial.
Como faço para que meu filho parar de chupar?
Não tente forçar a criança a parar de chupar o dedo, pois o tiro pode sair pela culatra. Crianças mais velhas, muitas vezes, continuam a chupar os polegares apenas para ganhar as lutas de serem criadas por seus pais. Em vez disso, você quer que seu filho escolha parar de chupar por iniciativa própria.
Distraia a criança ou ignore o hábito de chupar o dedo do seu filho. Por exemplo, se sua criança está sugando devido ao tédio, ajude-a encontrar uma atividade que possa manter as mãos dela ocupadas. Trabalhar em um livro de atividade, colorir ou fazer um artesanato.
Elogie seu filho para não chupar. Como sempre, sendo boa.
Use um gráfico de recompensa como incentivo para ajudar o seu filho a parar de chupar o dedo. Marque o seu gráfico no final de um dia sem este mau hábito. Defina recompensas por períodos sem chupar o dedo.
Chupando o dedo à noite
O hábito noturno de chupar os dedos pode ser um pouco mais difícil de parar, pois a sucção pode ajudar as crianças a adormecerem. Você pode querer criar um gráfico de incentivo especial apenas para a noite. Pense na possibilidade de estar disponível durante a noite para confortar a criança.
Você pode recompensar o seu filho com um bichinho de pelúcia especial camarada “noturno”. Lembre-se, chupar o dedo é uma maneira que as crianças tem de se reconfortarem. Substituir a sucção do polegar pelo seu novo amigo noturno pode ajudar a suprir esta necessidade de conforto durante a noite.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Repensando antigos costumes
Na foto minha sobremesa predileta- Romeu e Julieta.
A amiga, dra Renata, chamou a atenção para este interessante artigo. Obrigada, Renata.
http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/noticia/2013/08/beber-leite-depois-de-comer-alimentos-acucarados-pode-reduzir-o-risco-de-caries-4219858.html
Na reportagem acima, " Beber leite depois de comer alimentos açucarados pode reduzir o risco de cáries", do Diário Catarinense, vemos os efeitos dos ácidos formados a partir da degradação de carboidratos na cavidade bucal ser melhor neutralizado pela ingestão de leite após o consumo destes alimentos, mas também nos mostra que a água também acelera a recuperação do ambiente bucal.
Os antigos faziam uso, e alguns ainda o fazem, do leite para acompanhar a refeição.
O leite na refeição compete com o ferro na absorção. Por isso sua ingestão às refeições não é aconselhável, mas como acompanhamento de um carboidrato pode ser aconselhável e bem-vinda.
Aqui http://maisequilibrio.terra.com.br/nutrientes-2-1-1-349.html mais combinações de alimentos não muito recomendadas.
Mas, vemos com frequência o consumo de queijos acompanhando doces em sobremesas, e como fecho de refeições como é o caso de culturas européias.
Pode estar aí , implícita, a sabedoria do sabor em favor da saúde.
Se qualquer forma um enxágue com água ainda é melhor do que nada.
Fiquemos atentos.
Dra Eliane Ratier
A amiga, dra Renata, chamou a atenção para este interessante artigo. Obrigada, Renata.
http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/noticia/2013/08/beber-leite-depois-de-comer-alimentos-acucarados-pode-reduzir-o-risco-de-caries-4219858.html
Na reportagem acima, " Beber leite depois de comer alimentos açucarados pode reduzir o risco de cáries", do Diário Catarinense, vemos os efeitos dos ácidos formados a partir da degradação de carboidratos na cavidade bucal ser melhor neutralizado pela ingestão de leite após o consumo destes alimentos, mas também nos mostra que a água também acelera a recuperação do ambiente bucal.
Os antigos faziam uso, e alguns ainda o fazem, do leite para acompanhar a refeição.
O leite na refeição compete com o ferro na absorção. Por isso sua ingestão às refeições não é aconselhável, mas como acompanhamento de um carboidrato pode ser aconselhável e bem-vinda.
Aqui http://maisequilibrio.terra.com.br/nutrientes-2-1-1-349.html mais combinações de alimentos não muito recomendadas.
Mas, vemos com frequência o consumo de queijos acompanhando doces em sobremesas, e como fecho de refeições como é o caso de culturas européias.
Pode estar aí , implícita, a sabedoria do sabor em favor da saúde.
Se qualquer forma um enxágue com água ainda é melhor do que nada.
Fiquemos atentos.
Dra Eliane Ratier
terça-feira, 11 de junho de 2013
Selantes
Não vou citar nenhuma pesquisa científica que sei que tem aos montes.
Vou fazer um pedido, um apelo às suas conciências.
Avaliem bem o benefício que um selante possa causar.
O que tenho visto são selantes tardios em dentes decíduos , com excesso , fraturados ou insuficientes em permanentes.
Os decíduos tem vida curta , portanto é tardio fazer selante aos 5 ou 6 anos, o risco maior já passou, é hora de se preocupar com a dentição permanente.
Se os decíduos não foram afetados para que correr risco com um selante inadequado em permanentes?
Que tal experimentar o selante natural, a fluorterapia, o controle da dieta e o acompanhamento?
Se há ocorrência de cáries ativas em decíduos e risco para os permanentes, é porque a higiene e a dieta não estão controladas, o selante corre alto risco de infiltração neste ambiente, tente o ionômero.
É preciso parar para pensar no assunto, reciclar-se.
Fico chateada de ver uma boca intacta com um selante feito com boa intenção, mas totalmente falho, colocando em risco a saúde dos molares recém erupcionados e contra o qual eu não posso fazer nada, a não ser torcer para que ela caia inteiro.
Vou fazer um pedido, um apelo às suas conciências.
Avaliem bem o benefício que um selante possa causar.
O que tenho visto são selantes tardios em dentes decíduos , com excesso , fraturados ou insuficientes em permanentes.
Os decíduos tem vida curta , portanto é tardio fazer selante aos 5 ou 6 anos, o risco maior já passou, é hora de se preocupar com a dentição permanente.
Se os decíduos não foram afetados para que correr risco com um selante inadequado em permanentes?
Que tal experimentar o selante natural, a fluorterapia, o controle da dieta e o acompanhamento?
Se há ocorrência de cáries ativas em decíduos e risco para os permanentes, é porque a higiene e a dieta não estão controladas, o selante corre alto risco de infiltração neste ambiente, tente o ionômero.
É preciso parar para pensar no assunto, reciclar-se.
Fico chateada de ver uma boca intacta com um selante feito com boa intenção, mas totalmente falho, colocando em risco a saúde dos molares recém erupcionados e contra o qual eu não posso fazer nada, a não ser torcer para que ela caia inteiro.
sábado, 20 de abril de 2013
Conquistas da Classe Odontológica- Dentistas em UTIs
Aprovado Projeto de Lei que garante presença do Cirurgião-Dentista nas Unidades de Terapia Intensiva
Foi aprovado por unanimidade, no dia 10/04, o Projeto de Lei 2.776/08 que torna obrigatória a presença do Cirurgião-Dentista nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), dos hospitais da rede pública e privada. O Projeto de Lei foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, em Brasília. Agora, o PL será encaminhado para aprovação no Senado Federal e em seguida receberá sanção presidencial.
A Federação Nacional dos Odontologistas (FNO) contribuiu de forma significativa, juntamente com as Entidades Odontológicas para tornar realidade a aprovação do Projeto de Lei que oferecerá mais saúde para os pacientes internados em UTIs.
Segundo o Presidente da FNO, Dr. Fernando Gueiros, por meio do Projeto de Lei o Cirurgião-Dentista será integrado legalmente às equipes multidisciplinares das UTIs. “Essa é uma vitória muito importante para toda a classe odontológica e também uma conquista para a população brasileira que necessita de cuidados especiais nos leitos de UTI. Essa não é apenas uma vitória da Odontologia, mas sim da nação brasileira”, afirma.
Na ocasião, a FNO também esteve representada pela Vice-Presidente, Dra. Joana Batista de Oliveira Lopes, o Secretário-Geral, Dr. Ernani Bezerra da Silva, o Tesoureiro, Dr. Wilson Chediek, o 2º Vice-Presidente, Dr. Armando Dourado, e o Diretor Suplente Cesar Roberto Schmidt.
A FNO agradece o apoio dos Deputados que concederam parecer favorável ao Projeto na CCJC: Fábio Trad (PMDB/MS), Benjamin Maranhão (PMDB/PB), José Genoíno (PT/SP), Dr. Grillo (PSL/MG), Onofre Santo Agostino (PSD/SC), Efraim Filho (Democratas-PB) e o relator do PL Osmar Serraglio (PMDB/PR).
FNO participa de mobilização em defesa de mais investimentos na saúde pública brasileira
A Federação Nacional dos Odontologistas participou, no dia 10/04, do Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública “Saúde + 10” em defesa de mais recursos para a saúde pública brasileira. A passeata foi realizada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com saída da Igreja Catedral até o Congresso Nacional. Na ocasião, representantes de entidades de diversas classes e profissionais da área da saúde integraram a marcha com o objetivo de reafirmar a necessidade de fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).
O ato de protesto anunciou também a contagem oficial de assinaturas alcançadas até o momento pelo Projeto de Emenda Popular que assegura 10% do Produto Interno Bruto para o orçamento da União na Saúde.
A Vice-Presidente da FNO, Dra. Joana Batista de Oliveira Lopes, compareceu à manifestação e destacou a importância de lutar por mais investimento para a saúde pública. “A Federação Nacional dos Odontologistas sempre lutou por causas que promovam a qualidade da saúde pública. O trabalho do Cirurgião-Dentista está integrado aos profissionais da área da saúde, seja na rede pública ou privada. Essa é uma luta da população brasileira e a FNO contribuirá com o que for necessário para garantir mais investimento na área da saúde”, afirma.
Na íntegra, o Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública foi criado há cerca de um ano e tem como meta coletar 1,500 milhões de assinaturas em prol de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que assegure o repasse efetivo e integral de 10% das receitas correntes brutas da União para a saúde pública brasileira, alterando, dessa forma, a Lei Complementar no 141, de 13 de janeiro de 2012.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Federação Nacional dos Odontologistas (8 fotos)
Foi aprovado por unanimidade, no dia 10/04, o Projeto de Lei 2.776/08 que torna obrigatória a presença do Cirurgião-Dentista nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), dos hospitais da rede pública e privada. O Projeto de Lei foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, em Brasília. Agora, o PL será encaminhado para aprovação no Senado Federal e em seguida receberá sanção presidencial.
A Federação Nacional dos Odontologistas (FNO) contribuiu de forma significativa, juntamente com as Entidades Odontológicas para tornar realidade a aprovação do Projeto de Lei que oferecerá mais saúde para os pacientes internados em UTIs.
Segundo o Presidente da FNO, Dr. Fernando Gueiros, por meio do Projeto de Lei o Cirurgião-Dentista será integrado legalmente às equipes multidisciplinares das UTIs. “Essa é uma vitória muito importante para toda a classe odontológica e também uma conquista para a população brasileira que necessita de cuidados especiais nos leitos de UTI. Essa não é apenas uma vitória da Odontologia, mas sim da nação brasileira”, afirma.
Na ocasião, a FNO também esteve representada pela Vice-Presidente, Dra. Joana Batista de Oliveira Lopes, o Secretário-Geral, Dr. Ernani Bezerra da Silva, o Tesoureiro, Dr. Wilson Chediek, o 2º Vice-Presidente, Dr. Armando Dourado, e o Diretor Suplente Cesar Roberto Schmidt.
A FNO agradece o apoio dos Deputados que concederam parecer favorável ao Projeto na CCJC: Fábio Trad (PMDB/MS), Benjamin Maranhão (PMDB/PB), José Genoíno (PT/SP), Dr. Grillo (PSL/MG), Onofre Santo Agostino (PSD/SC), Efraim Filho (Democratas-PB) e o relator do PL Osmar Serraglio (PMDB/PR).
FNO participa de mobilização em defesa de mais investimentos na saúde pública brasileira
A Federação Nacional dos Odontologistas participou, no dia 10/04, do Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública “Saúde + 10” em defesa de mais recursos para a saúde pública brasileira. A passeata foi realizada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, com saída da Igreja Catedral até o Congresso Nacional. Na ocasião, representantes de entidades de diversas classes e profissionais da área da saúde integraram a marcha com o objetivo de reafirmar a necessidade de fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).
O ato de protesto anunciou também a contagem oficial de assinaturas alcançadas até o momento pelo Projeto de Emenda Popular que assegura 10% do Produto Interno Bruto para o orçamento da União na Saúde.
A Vice-Presidente da FNO, Dra. Joana Batista de Oliveira Lopes, compareceu à manifestação e destacou a importância de lutar por mais investimento para a saúde pública. “A Federação Nacional dos Odontologistas sempre lutou por causas que promovam a qualidade da saúde pública. O trabalho do Cirurgião-Dentista está integrado aos profissionais da área da saúde, seja na rede pública ou privada. Essa é uma luta da população brasileira e a FNO contribuirá com o que for necessário para garantir mais investimento na área da saúde”, afirma.
Na íntegra, o Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública foi criado há cerca de um ano e tem como meta coletar 1,500 milhões de assinaturas em prol de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que assegure o repasse efetivo e integral de 10% das receitas correntes brutas da União para a saúde pública brasileira, alterando, dessa forma, a Lei Complementar no 141, de 13 de janeiro de 2012.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Federação Nacional dos Odontologistas (8 fotos)
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Questão de justiça- alinhamento salarial na Prefeitura de Ribeirão Preto
Protesto dos dentistas servidores públicos
A Associação Odontológica de Ribeirão Preto (AORP) e o Sindicato dos Odontologistas de Ribeirão Preto (Sindiorp) divulgam a posição dos cirurgiões-dentistas funcionários públicos municipais, que continuam aguardando que a prefeita Dárcy Vera cumpra o compromisso que ela assumiu pessoalmente perante a categoria, de aumentar de 28% para 47% o valor do prêmio incentivo por produtividade relacionado com sua jornada de trabalho nas repartições públicas municipais.
As duas entidades odontológicas esclarecem que o atendimento imediato dessa reivindicação não está incluído na concessão de benefício previsto para todas as categorias de servidores municipais da área da saúde, qual seja os 47% de prêmio incentivo por produtividade, que será a longo prazo, após estudo, conforme aprovado em negociação.
A AORP e o Sindiorp lembram que:
- O prêmio incentivo por produtividade para médicos e cirurgiões-dentistas funcionários públicos foi concedido em 1994, durante a gestão do prefeito Antônio Palocci, em igual índice (28%) para as duas categorias – médicos e dentistas.
- Em 2010, após mobilização conjunta das duas categorias, médicos e dentistas, a prefeita decidiu reajustar para 47% o prêmio incentivo, mas apenas para os médicos, deixando fora os dentistas.
- Desde então, tem havido gestões para ser dado aos dentistas o mesmo benefício concedido aos médicos.
- No ano passado, em junho, os dentistas servidores públicos se mobilizaram em visita ao Palácio Rio Branco, sede da Prefeitura Municipal, ocasião em que foram recebidos em audiência pelo secretário municipal de Governo, Jamil Albuquerque.
- Enquanto o secretário se manifestava perante a categoria, dizendo que sua reivindicação seria encaminhada, a prefeita Dárcy Vera entrou inesperadamente na reunião que se realizava no salão nobre do Palácio, dizendo então que, naquele momento, não poderia atender à solicitação, tendo em vista a legislação eleitoral, mas que, tão logo fosse legalmente permitido, seria reparada a injustiça. Ela própria, prefeita, disse que havia cometido uma injustiça contra os dentistas.
- O que então se esperava é que, a partir de 1º de janeiro de 2013, já estaria sendo reajustado para 47% o valor do prêmio incentivo, mas isso não aconteceu até hoje, não obstante a promessa que depois a prefeita reafirmou, reiteradamente.
Diante disso, os dentistas servidores públicos municipais estão reunidos em assembleia permanente, para decidir, dentre outras posições, ida à Prefeitura municipal de cerca de 250 cirurgiões-dentistas servidores municipais, a fim de cobrar da sra. prefeita Dárcy Vera o que ela prometeu antes das eleições de outubro passado.
Seria aquela apenas uma promessa de campanha eleitoral?
A Associação Odontológica de Ribeirão Preto (AORP) e o Sindicato dos Odontologistas de Ribeirão Preto (Sindiorp) divulgam a posição dos cirurgiões-dentistas funcionários públicos municipais, que continuam aguardando que a prefeita Dárcy Vera cumpra o compromisso que ela assumiu pessoalmente perante a categoria, de aumentar de 28% para 47% o valor do prêmio incentivo por produtividade relacionado com sua jornada de trabalho nas repartições públicas municipais.
As duas entidades odontológicas esclarecem que o atendimento imediato dessa reivindicação não está incluído na concessão de benefício previsto para todas as categorias de servidores municipais da área da saúde, qual seja os 47% de prêmio incentivo por produtividade, que será a longo prazo, após estudo, conforme aprovado em negociação.
A AORP e o Sindiorp lembram que:
- O prêmio incentivo por produtividade para médicos e cirurgiões-dentistas funcionários públicos foi concedido em 1994, durante a gestão do prefeito Antônio Palocci, em igual índice (28%) para as duas categorias – médicos e dentistas.
- Em 2010, após mobilização conjunta das duas categorias, médicos e dentistas, a prefeita decidiu reajustar para 47% o prêmio incentivo, mas apenas para os médicos, deixando fora os dentistas.
- Desde então, tem havido gestões para ser dado aos dentistas o mesmo benefício concedido aos médicos.
- No ano passado, em junho, os dentistas servidores públicos se mobilizaram em visita ao Palácio Rio Branco, sede da Prefeitura Municipal, ocasião em que foram recebidos em audiência pelo secretário municipal de Governo, Jamil Albuquerque.
- Enquanto o secretário se manifestava perante a categoria, dizendo que sua reivindicação seria encaminhada, a prefeita Dárcy Vera entrou inesperadamente na reunião que se realizava no salão nobre do Palácio, dizendo então que, naquele momento, não poderia atender à solicitação, tendo em vista a legislação eleitoral, mas que, tão logo fosse legalmente permitido, seria reparada a injustiça. Ela própria, prefeita, disse que havia cometido uma injustiça contra os dentistas.
- O que então se esperava é que, a partir de 1º de janeiro de 2013, já estaria sendo reajustado para 47% o valor do prêmio incentivo, mas isso não aconteceu até hoje, não obstante a promessa que depois a prefeita reafirmou, reiteradamente.
Diante disso, os dentistas servidores públicos municipais estão reunidos em assembleia permanente, para decidir, dentre outras posições, ida à Prefeitura municipal de cerca de 250 cirurgiões-dentistas servidores municipais, a fim de cobrar da sra. prefeita Dárcy Vera o que ela prometeu antes das eleições de outubro passado.
Seria aquela apenas uma promessa de campanha eleitoral?
sábado, 13 de abril de 2013
Os dentistas fazem história em Ribeirão Preto
VOCÊ SABIA...que, no dia 13 de abril de 1.978, foi fundado o MIS - Museu da Imagem e do Som de Ribeirão Preto? Criado pela Lei Municipal nº 3.431, de 13 de abril de 1978, o Museu da Imagem do Som recebeu o nome de "José da Silva Bueno", pioneiro do rádio no interior do Brasil. O acervo do MIS está distribuído em iconografia, discos, aparelhos de rádio, fitas de rolo e cassete, máquinas de cinefotografia, fotos, gravadores, aparelhos de som e documentos da história dos veículos de comunicação. O homenageado José da Silva Bueno nasceu em Mogi Mirim, em 4 de abril de 1.898.Cursou odontologia. Em 1.922, quando ainda residia em Franca e teve oportunidade de ir ao Rio de Janeiro, ficou fascinado pelo aparelho rádio emissor. Ali adquiriu quatro lâmpadas e com elas iniciou os seus ensaios radiofônicos. Em Franca ainda, adquiriu do médico Dr. Jonas Ribeiro um aparelhos emissor de ondas, que ele adquirira na França. Fez uma primeira tentativa frustrada para criar uma rádio emissora. Depois de um ano de estudos, finalmente conseguiu por, no ar, as ondas da Rádio Hertz de Franca. Em 1.932, travou conhecimento com outro interessado no assunto, que foi José Cláudio Louzada. Daí surgiram, com maior potência, a PRA-7, de Ribeirão Preto e, mais tarde, as estações transmissoras de São José do Rio Preto e Jaboticabal, estas duas últimas construídas exclusivamente por José da Silva Bueno, que veio a se transformar com o tempo no grande dirigente da PRA-7.
do face do dr Octávio Verri Filho
do face do dr Octávio Verri Filho
Os dentes na literatura- Samuel Beckett
Não, não é uma pesquisa séria, até poderia ser se tivesse o tempo para me dedicar à ela, mas não é.
É só uma curiosidade.
O renomado dramaturgo e romancista Samuel Beckett , autor de Esperando Godot http://pt.wikipedia.org/wiki/Samuel_Beckett , surpreendeu-me ao citar os dentes, cuidados diários e até visitas ao dentista em suas obras.
A situação surge como corriqueira entre o inóspito das ocasiões.
Procurei alguma explicação em sua biografia, ainda não achei.
Quem souber algo , que me diga.
É só uma curiosidade.
O renomado dramaturgo e romancista Samuel Beckett , autor de Esperando Godot http://pt.wikipedia.org/wiki/Samuel_Beckett , surpreendeu-me ao citar os dentes, cuidados diários e até visitas ao dentista em suas obras.
A situação surge como corriqueira entre o inóspito das ocasiões.
Procurei alguma explicação em sua biografia, ainda não achei.
Quem souber algo , que me diga.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Literatura e odontologia
Tendo o corriqueiro da vida como ofício, por vezes esquecemos que lidamos na seara da emoção e dos afetos.
Acompanhem a crônica de Rogério Pereira e divirtam-se.
Acompanhem a crônica de Rogério Pereira e divirtam-se.
Dente de leite
Por: Rogério Pereira - segunda-feira
Ilustração: Theo Szczepanski
O campo de batalha é reduzido. Os movimentos devem ser calculados e precisos. Um simples deslize e algo se espatifa no azulejo. É necessário preservar a maquiagem. A vaidade feminina requer estratégias delicadas. Jogo-o para cima. É leve e sorridente. Sinto os ossos da costela em meus dedos. De cabeça para baixo ou nas costas? Ele pensa e escolhe os malabarismos que inventamos para nos proteger do mundo. Nossa couraça é frágil e indestrutível — ambiguidade que nos salva. O odor úmido de seus pés preenchem minhas mãos. Apoio suas costas contra minha barriga. Os fios de cabelo espetam o ar em direção ao piso de cerâmica. Estamos na sala. A distância até o banheiro é curta, mas a viagem é longuíssima quando se carrega o filho de quase quatro anos de cabeça para baixo para escovar os dentes. O tempo passa de maneira diferente quando estamos com os filhos.
— Esta não, papai. A do ursinho. Esta é ardida.
— Eu escovo, papai.
— Já sou um homem grande.
Ouço estático o breve monólogo. Coloco uma pequena quantidade de pasta na escova do Homem-aranha e a alcanço. Ele abre a boca. Há muitos dentes lá dentro. Todos de leite. A irmã mais velha já exibe janelinhas. A casa ganha nova mobília. A boca está abandonando parte da infância. É uma alegria quando um dente salta da gengiva. Ela sorri e aponta com o dedo. Debaixo do travesseiro, a fada deixará notas de dinheiro. A Fada do Dente não existe. É a mãe. Todos sabemos. Mentir, às vezes, é bem divertido. Outras, bem trágico.
— Agora, é a minha vez.
Contrariado, ele me entrega o Homem-Aranha de cerdas macias e me encara. Abre a boca e espera que eu termine o quanto antes a escovação. Passo a escova com cuidado. Concentro mais atenção nos dentes do fundo — nos molares. Vasculho a boca do meu filho. Digo-lhe que precisamos exterminar todos os alienígenas que tentam invadir seu corpo. Ele balança a cabeça. Confia em mim. Travamos mais uma batalha contra extraterrestres — seres obstinados, que devem ser eliminados pelo menos três vezes ao dia. Meu filho acredita nas minhas histórias. Jura que em cima da geladeira existe um jacaré, que seus músculos são de aço, que seu pai já conversou com o Ben 10. E outras tantas inofensivas ficções.
A cada movimento da escova o corpo se contrai. Não gosta de escovar os dentes. Mas sempre concorda após uma viagem de cabeça para baixo. O espelho reflete dois corpos magricelos — pai e filho. Ele está de pé sobre a pia. Somos quase do mesmo tamanho. E teremos sempre a mesma idade.
— A língua, papai.
Escovo a língua com delicadeza. Ele faz careta. Construo uma conchinha com a mão direita. Ele bochecha a água que lhe entrego da improvisada bica. Três bochechos. Sempre três bochechos. Seco seu rosto. Ele sorri e me abraça pelo pescoço. Antes de iniciarmos a viagem de volta de cabeça para baixo, pergunta:
— Depois do dente de leite, vem dente de que sabor, papai?
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Mutirão , todo mundo merece passar por um
Mutirão é como casamento, não é perfeito, é cansativo, cheio de desafios, mas a gente reluta em largar, porque é , à sua peculiar maneira, muito bom.
É isso aí.
O Mutirão, só para situá-los, é uma ação protagonizada pelos dentistas que trabalham em escolas na cidade de Ribeirão Preto.
Este foi o terceiro ano( isto foi escrito no ano passado, estamos em pleno mutirão 2012) do evento que visita todas as pré-escolas do município e faz, num só dia, educação em saúde, através do projeto Robodent do prof Pedro Bigneli, escovação supervisionada, aplicação tópica de flúor, nas crianças da faixa etária pertinente, e TRA ( tratamento restaurador atraumático) com ionômero de vidro, quando indicado.
O primeiro ano foi um estranhamento só. Quase nada estava pronto e o trabalho foi sendo construído e aprimorado no dia a dia.
Para alguns, o trauma foi tão grande que não quiseram participar de outra edição,para outros, com espírito aventureiro e desbravador, foi uma outra chance para ver se funcionava melhor.
O segundo ano do evento foi organizado sobre o aprendizado do primeiro e neste terceiro ano, a máquina estava azeitada e mais ajustada fazendo com que tudo saísse melhor.
O trabalho é realizado em conjunto com a secretaria da educação do município que tem valorizado o projeto.
No mutirão a rotina é pesada. Visitamos a periferia, lugares ermos. Alguns vão em suas conduções próprias outros vão com o transporte coletivo ( van) cedido pela secretaria de edução.
Ir de vã, além de economizar no combustível, evita que nos percamos no caminho e diminui a possibilidade de atraso na chegada.
Em compensação, é necessário que haja pontualidade dos colegas e disponibilidade para esperar que todos terminem o trabalho para voltar com o transporte coletivo.
Mas...ir de van é a oportunidade de colocar o papo em dia, trocar receitas, falar de cosméticos e liquidações, numa rara conversa de meninas, viagens, filhos e até questões filosóficas.
Pode ser o longe que for, nem se percebe o caminho.
Quando chegamos à escola, é preciso adequar o espaço que é improvisado em tudo, fazer o reconhecimento das salas, organizar o fluxo, negociar horários com professores e diretores, para não interferir com a merenda, invadir espaços para fazer as escovações e os TRA. Tudo na hora, ao mesmo tempo agora. O bom deste terceiro ano é que havia coordenadores e especialização de tarefas de maneira que todo mundo sabia o que ia fazer, e já chegava fazendo.
Problemas são inevitáveis, tem uma classe no parquinho, falta água,às vezes as crianças tem que esperar, outras nós é que esperamos, as mesas para tratamento são baixas, nossas pernas não cabem embaixo, nossa coluna se dobra, nem sempre há ar condicionado, sob nossos aventais, derretemos, nossa vista perde algum alcance sob a fraca luz das lanternas, mas nossa paciência raramente se gasta frente aos ocasionais choros manhosos.
Somos um verdadeiro exército de branco.
Depois da batalha, quando se calcula o saldo em números, usufruímos da mesa de café que cada escola oferece.
Aí tiramos nossa farda e abrimos o sorriso da missão cumprida.
Pegamos a van de volta.
Dia seguinte tem tudo outra vez, todos os dias, por 2 meses.
Convenhamos, é muito mais fácil ficar no consultório com ar condicionado, cadeira, refletor, alta, baixa, água, ar, auxiliar.
Tem alguns colegas que não acreditam que estamos realmente trabalhando.
E eu digo que trabalhamos, e muito, e colhemos resultados.
Vemos, na boca das crianças, trabalhos dos outros anos, vemos nos números a diminuição das ocorrências.
Educar para a saúde é também função do dentista, e é o que fazemos no mutirão e que pode ser feito no consultório com cada paciente se ele for submetido a um exame participativo, onde ele possa acompanhar, num espelho parte do procedimento, ou quando uma orientação por escrito é mandada para a família, em se tratando de crianças, ou quando se faz a orientação de escovação.
Fazer um TRA ou um curativo pode não ser o ideal, mas é melhor do que não fazer nada, e isto não demanda equipamento.
Enfim, sempre é possível fazer algo, e este é um ensinamento que se leva para a vivência clínica onde muitas vezes, por um problema técnico no equipamento nos sentimos incapazes para qualquer atendimento.
Quem passa pelo mutirão é treinado na adversidade.
Por isso eu o desejo a todos.
PS: atualizando, o mutirão , neste seu quarto ano, está afinadíssimo, e o trabalho continua sendo importante.
Neste ano tivemos a participação de agentes de saúde, que ajudam e acabam aprendendo e conhecendo melhor os pacientes de usa área de atuação. Alguns dentistas dos postos de saúde também estão passando pelo mutirão e tendo esta vivência prática junto à população de sua área de abrangência, tomando ciência do que acontece atrás dos muros da escola, onde está a população de mais alto risco para o desenvolvimento da cárie dentária.
Tem sido bom e, que pena, já está acabando.
É isso aí.
O Mutirão, só para situá-los, é uma ação protagonizada pelos dentistas que trabalham em escolas na cidade de Ribeirão Preto.
Este foi o terceiro ano( isto foi escrito no ano passado, estamos em pleno mutirão 2012) do evento que visita todas as pré-escolas do município e faz, num só dia, educação em saúde, através do projeto Robodent do prof Pedro Bigneli, escovação supervisionada, aplicação tópica de flúor, nas crianças da faixa etária pertinente, e TRA ( tratamento restaurador atraumático) com ionômero de vidro, quando indicado.
O primeiro ano foi um estranhamento só. Quase nada estava pronto e o trabalho foi sendo construído e aprimorado no dia a dia.
Para alguns, o trauma foi tão grande que não quiseram participar de outra edição,para outros, com espírito aventureiro e desbravador, foi uma outra chance para ver se funcionava melhor.
O segundo ano do evento foi organizado sobre o aprendizado do primeiro e neste terceiro ano, a máquina estava azeitada e mais ajustada fazendo com que tudo saísse melhor.
O trabalho é realizado em conjunto com a secretaria da educação do município que tem valorizado o projeto.
No mutirão a rotina é pesada. Visitamos a periferia, lugares ermos. Alguns vão em suas conduções próprias outros vão com o transporte coletivo ( van) cedido pela secretaria de edução.
Ir de vã, além de economizar no combustível, evita que nos percamos no caminho e diminui a possibilidade de atraso na chegada.
Em compensação, é necessário que haja pontualidade dos colegas e disponibilidade para esperar que todos terminem o trabalho para voltar com o transporte coletivo.
Mas...ir de van é a oportunidade de colocar o papo em dia, trocar receitas, falar de cosméticos e liquidações, numa rara conversa de meninas, viagens, filhos e até questões filosóficas.
Pode ser o longe que for, nem se percebe o caminho.
Quando chegamos à escola, é preciso adequar o espaço que é improvisado em tudo, fazer o reconhecimento das salas, organizar o fluxo, negociar horários com professores e diretores, para não interferir com a merenda, invadir espaços para fazer as escovações e os TRA. Tudo na hora, ao mesmo tempo agora. O bom deste terceiro ano é que havia coordenadores e especialização de tarefas de maneira que todo mundo sabia o que ia fazer, e já chegava fazendo.
Problemas são inevitáveis, tem uma classe no parquinho, falta água,às vezes as crianças tem que esperar, outras nós é que esperamos, as mesas para tratamento são baixas, nossas pernas não cabem embaixo, nossa coluna se dobra, nem sempre há ar condicionado, sob nossos aventais, derretemos, nossa vista perde algum alcance sob a fraca luz das lanternas, mas nossa paciência raramente se gasta frente aos ocasionais choros manhosos.
Somos um verdadeiro exército de branco.
Depois da batalha, quando se calcula o saldo em números, usufruímos da mesa de café que cada escola oferece.
Aí tiramos nossa farda e abrimos o sorriso da missão cumprida.
Pegamos a van de volta.
Dia seguinte tem tudo outra vez, todos os dias, por 2 meses.
Convenhamos, é muito mais fácil ficar no consultório com ar condicionado, cadeira, refletor, alta, baixa, água, ar, auxiliar.
Tem alguns colegas que não acreditam que estamos realmente trabalhando.
E eu digo que trabalhamos, e muito, e colhemos resultados.
Vemos, na boca das crianças, trabalhos dos outros anos, vemos nos números a diminuição das ocorrências.
Educar para a saúde é também função do dentista, e é o que fazemos no mutirão e que pode ser feito no consultório com cada paciente se ele for submetido a um exame participativo, onde ele possa acompanhar, num espelho parte do procedimento, ou quando uma orientação por escrito é mandada para a família, em se tratando de crianças, ou quando se faz a orientação de escovação.
Fazer um TRA ou um curativo pode não ser o ideal, mas é melhor do que não fazer nada, e isto não demanda equipamento.
Enfim, sempre é possível fazer algo, e este é um ensinamento que se leva para a vivência clínica onde muitas vezes, por um problema técnico no equipamento nos sentimos incapazes para qualquer atendimento.
Quem passa pelo mutirão é treinado na adversidade.
Por isso eu o desejo a todos.
PS: atualizando, o mutirão , neste seu quarto ano, está afinadíssimo, e o trabalho continua sendo importante.
Neste ano tivemos a participação de agentes de saúde, que ajudam e acabam aprendendo e conhecendo melhor os pacientes de usa área de atuação. Alguns dentistas dos postos de saúde também estão passando pelo mutirão e tendo esta vivência prática junto à população de sua área de abrangência, tomando ciência do que acontece atrás dos muros da escola, onde está a população de mais alto risco para o desenvolvimento da cárie dentária.
Tem sido bom e, que pena, já está acabando.
Creme dental fluoretado em pré- escolares
Boletim da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Está na hora de acreditar mais em si. É o dentista que sabe sobre o uso flúor e não a industria farmacêutica.
Façamos o correto, não o cômodo.
Eliane Ratier
24 de setembro de 2012- n° 665
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Está na hora de acreditar mais em si. É o dentista que sabe sobre o uso flúor e não a industria farmacêutica.
Façamos o correto, não o cômodo.
Eliane Ratier
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Mitos da odontologia
Facebook é uma beleza!! Copiei este aqui daqui http://medodedentista.com.br/2012/07/mitos-da-odontologia-higiene-bucal.html , copiado do amigo do amigo. Obrigada.
Muito bom!! Assino embaixo.
Tudo nessa vida tem seus mitos e a Odontologia não poderia ficar de fora. Existem algumas lendas que circulam por aí e que a maioria das pessoas aceita como verdade, geralmente sem questionar. Talvez porque nossos pais ensinaram assim, talvez porque a verdade não é legal nem reconfortante (ou não interessa comercialmente).
Portanto, vamos deixar as coisas claras? Inauguro uma nova série aqui no blog: Mitos da Odontologia, e o tema hoje é higiene bucal. Eis 5 coisas que você achava que eram verdade e não são:
5 Mitos da Higiene Bucal
“Escova de dentes com cerdas duras limpa mais”
Não limpa, pelo contrário. Cerdas duras, associadas à muita força na escovação, podem machucar a gengiva e causar recessões gengivais, o que expõe parte das raízes dos dentes e pode levar à sensibilidade dentinária. A melhor escova de dentes é aquela bem macia, de cabeça relativamente pequena (que alcança todos os lugares) e cerdas retas e da mesma altura.
“Para uma limpeza completa, é preciso usar enxaguante bucal”
Ao contrário do que os comerciais das grandes empresas do ramo da higiene bucal pregam, enxaguatórios não devem fazer parte da nossa rotina de higiene. Isso por vários motivos mas, principalmente, porque esse tipo de produto “bagunça” a flora bucal, alterando o equilíbrio entre as bactérias boas e ruins que existem na boca. Ainda, o álcool presente em muitos enxaguatórios porque “quando arde é que é bom” pode causar descamação e lesões na mucosa. Em resumo: só utilize enxaguante bucal de forma contínua se o seu dentista lhe disser pra fazer isso. Escova e fio dental são mais do que suficientes para realizar uma higiene bucal completa.“Quando a gengiva sangra é melhor escovar menos os dentes”
Pelo contrário! Quando a sua gengiva sangra ao escovar os dentes e/ou usar o fio dental (e às vezes até de forma espontânea) é sinal de gengivite, que é a inflamação da gengiva. O que causa a inflamação da gengiva é a presença constante de placa bacteriana (aquela camada áspera que fica sobre os dentes depois que a gente come) e, para removê-la, você precisa escovar os dentes! Algumas pessoas pensam que o sangramento é causado pela escovação em si, que “machuca” a gengiva, mas isso não é verdade. Escove os dentes direitinho e o sangramento vai diminuir até parar.“Pastas de dente abrasivas limpam melhor”
De forma alguma. Os melhores cremes dentais são aqueles que apresentam uma relação adequada entre abrasividade e poder de limpeza, ou seja, quanto menos abrasiva e com maior poder de limpeza, melhor a pasta de dente. Pasta abrasiva é aquela de consistência “arenosa”, às vezes com pequenas partículas, e o papel principal dessas substâncias é o de “lixar” o esmalte dos dentes. Essa ação pode remover manchas superficiais (principalmente se você fuma ou toma muito café), e é esse o grande “segredo” dos cremes dentais “clareadores”. Eles não clareiam absolutamente nada, apenas desgastam tecido dentário, podendo levar, a médio prazo, à sensibilidade dentinária. Existe uma escala que demonstra o grau de abrasividade dos cremes dentais chamada RDA, mas ela não vem explícita nas embalagens. Portanto, pra saber, só entrando em contato com o fabricante.“Escova boa é escova cara”
Até parece! Escova cara é… escova cara. Ela pode até ser boa, mas provavelmente será coincidência. Já citei, acima, as características de um boa escova de dentes. Quando se vai muito além dessas características, deixa-se a esfera da higiene bucal pra se entrar no âmbito da estratégia de marketing. O que conta MESMO é saber usar a escova de dentes e usá-la sempre. A tecnologia envolvida, embora possa ajudar, não é determinante. Recomendo, inclusive, que você não compre uma escova de dentes cara… compre uma bem baratinha e macia. Assim dá menos pena de jogar ela fora quando as cerdas começarem a entortar e ela não servir mais pra nada.
Existem outros mitos sobre higiene bucal, mas esses são os principais. Em caso de dúvida, não esqueça: a pessoa mais indicada para orientar você sobre esse assunto é o seu dentista. Não pergunte pra vizinha ou pro balconista da farmácia… pergunte pra quem sabe, e não pra quem acha que sabe. 
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Falando de cárie... Deu no estadão!
A longa história da cárie
28 de junho de 2012 | 3h 09
Notícia
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Fernando Reinach
Muita coisa melhorou na vida do Homo sapiens nos últimos 20 mil anos, mas uma piorou: a quantidade de cáries. É o que concluiu um grupo de dentistas, antropólogos e arqueólogos.
Saber se diabete ou hipertensão eram frequentes na Idade da Pedra Lascada é praticamente impossível. Esqueletos, ruínas e artefatos são tudo de que dispomos para entender como era a vida de nossos ancestrais.
Algumas vezes encontramos ossos quebrados e marcas de pancadas nos crânios, o que permite avaliar o nível de violência ou os acidentes do no dia a dia. Mas talvez nunca venhamos a saber a incidência de doenças metabólicas ou a prevalência da obesidade.
Mas, se essa ignorância incomoda os médicos, os dentistas têm mais sorte. A quantidade de fósseis de crânios humanos é enorme. Muitos se dedicam a verificar o estado dos dentes de nossos antepassados, correlacionando seus achados com a época em que viveram, seus hábitos alimentares e a idade de cada um.
Nossos parentes distantes, os macacos, dificilmente apresentam cáries durante a maior parte de sua vida. Elas e outras doenças dentárias só aparecem no final da vida e são sinal de envelhecimento.
O que sabemos dos dentes de nossos ancestrais mais antigos vem do exame de crânios de humanos que viveram antes do desenvolvimento da agricultura. Examinando mais de mil crânios dessa época, foi constatada pelo menos uma cárie em só 2% dos indivíduos. Eram coletores e caçadores, comiam raízes, frutos, sementes duras e um pouco de carne.
O estado dental começou a piorar há 13 mil anos, no Neolítico, quando surgiu a agricultura. Nessa amostra de crânios, 9% deles possuíam uma cárie. Nessa época o consumo de grãos moídos, ricos em carboidratos, começou a fazer parte da dieta humana. Muito depois, tanto no Egito (há 3,3 mil anos) quanto nos crânios de aborígenes australianos (há uns 70 anos), a quantidade de cáries era próxima a 2%, mas esses povos não haviam adotado completamente a dieta rica em grãos típica das civilizações que adotaram a agricultura.
Açúcar. Nas populações europeias, há até 4 mil anos, a quantidade de crânios com cáries era de 10%. Há cerca de 2,3 mil anos, Alexandre, o Grande, trouxe o açúcar à Grécia. A quantidade de cáries aumentou lá, em Roma e depois em toda a Europa durante a Idade Média. O mesmo ocorreu na Inglaterra, quando, após a conquista das Índias, os navios trouxeram grandes quantidades de açúcar. O imposto sobre o açúcar foi reduzido em 1874 e o consumo explodiu. A partir desse momento, mais de 90% dos crânios ingleses possuem múltiplas cáries em quase todos os dentes.
Nessa época a alta incidência de problemas dentários fez com que as pessoas passassem a limpar os dentes: surgiram escovas, pastas, dentistas. Essa nova tecnologia estancou a incidência de cáries, que estabilizou em nível alto (50% a 90% das pessoas com cáries) na a Europa até meados do século 20. Em 1970, foi introduzido o flúor na água, o que melhorou um pouco a situação. Agora, no início do século 21, pela primeira vez a incidência está aumentando novamente.
A introdução de carboidratos purificados (amido) e solúveis (açúcar) em nossa dieta é provavelmente o grande culpado pelas cáries. Esse estudo é um bom exemplo de como a evolução tecnológica da humanidade é muito mais rápida que a biológica.
Nossa espécie viveu por milhões de anos comendo raízes, frutas, grãos e carne. Sobreviveram os indivíduos com dentes que resistiam nesse ambiente, mesmo sem higiene bucal. Mas o homem descobriu a agricultura e, com ela, carboidratos fáceis e baratos. E começou a consumi-los, apesar de seus dentes não estarem adaptados. Os dentes passaram a apodrecer rapidamente, o que deveria ter pressionado a população a comer menos destes alimentos. Mas novas tecnologias, como a escova e a dentadura, livraram-nos da pressão seletiva, a força maior da evolução.
A lição é simples: qual a melhor dieta para o ser humano? Aquela para a qual fomos selecionados durante milhões de anos, a dos que viveram antes da descoberta da agricultura.
* BIÓLOGO
MAIS INFORMAÇÕES: AN EVOLUTIONARY THEORY OF DENTISTRY. SCIENCE, VOL. 336, PÁG. 973, 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Um papo diferente
Colegas, vejam que bela iniciativa de um dentista. Sempre podemos fazer mais e melhor.
Aproveitem!
http://mdemulher.abril.com.br/bem-estar/reportagem/viver-bem/equipe-riso-projeto-incentiva-doacao-gentilezas-677194.shtml
Equipe Riso: o projeto que incentiva a doação de gentilezas
Conheça o projeto Equipe Riso, de Belmonte, na Bahia, em que um grupo se empenha para proporcionar um dia a dia mais feliz para a comunidade
Publicado em 16/02/2012
Lígia Menezes
A Equipe Riso é formada por um grupo de pessoas empenhadas em proporcionar um dia a dia mais feliz para a comunidade
Em Belmonte, pequena cidade da Bahia, uma turma animada acredita que generosidade não é apenas doar objetos, mas doar gentilezas. É a Equipe Riso, projeto coordenado por Tata Campos, que existe há quase quatro anos e ensina às crianças habilidades que elas não aprendem na escola. Confira a entrevista:
Como é composta a Equipe Riso?
A Equipe é formada por um grupo de pessoas empenhadas em proporcionar um dia a dia mais feliz para a comunidade. Temos pessoas nas mais diversas funções: desde pintores, faxineiros, músicos, dentistas, médicos, donas de casa, crianças... Cada um colabora com o que tem de melhor. Quem criou foi meu marido Maurício, que é dentista. Ele mora em Santos e em Belmonte (15 dias em cada local). Quando chegou em Belmonte pela primeira vez, seu objetivo era bem pequeno: retribuir a forma gentil com que a cidade nos recebeu. Hoje, alcançamos muito mais do que isso. Faço de tudo um pouco: desde pesquisas na internet até descarregar caminhão de doações.
O que é doar gentilezas para vocês?
É doar atitudes positivas, sorrisos, por favor, obrigado... Pode parecer comum, mas em uma cidade onde as pessoas já têm a difícil missão de sobreviver com tão pouco, falar de Portinari, incentivar os talentos musicais, ler histórias para crianças, apresentar uma bailarina de verdade, profissional, fazer cineminha na praça e outras coisas, são gestos que podem, com certeza, transformar o lugar e as pessoas.
O que a Equipe Riso faz no dia a dia?
Conseguimos firmar uma relação de confiança, graças a um trabalho diário. Temos o Studio Riso, onde, diariamente, 20 crianças passam as tardes aprendendo coisas que não são ditas na escola, como boas maneiras, e ouvem histórias sobre Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ziraldo, Toquinho, Portinari, Gandhi...
Temos também o Largo do Riso, que foi montado onde antes era um terreno baldio. Construímos palco, camarim, banheiro e bar. Hoje, é nosso local perfeito para apresentações musicais, inclusive do Coral de Risos, que é formado por 50 crianças da comunidade. Ainda temos o Momento Riso, uma hora na rádio comunitária, três vezes por semana, para falar das coisas boas da cidade e dar chance aos jovens locutores. Isso sem falar nos eventos, como a cãominhada, que já esta na quarta edição, um trabalho bem legal de conscientização sobre a importância de recolher as fezes dos animais. Nela também oferecemos atendimento veterinário de prevenção gratuito.
O que é a banda Riso?
São 10 jovens de 15 a 21 anos. Nenhum deles tinha experiência como músico, todos aprenderam sozinhos. Estamos juntos há quase três anos. Antes, eles ensaiavam na praça, com instrumentos doados. Até construímos o Largo do Riso. Aí, ganhamos uma aparelhagem de som de um amigo.
Pessoalmente, como você pratica gentilezas em seu dia a dia?
Eu passo 15 dias na Bahia e 15 em São Paulo. Assim, me envolvo com muitas pessoas diferentes e procuro conversar com todos da forma mais atenciosa possível. Aprendi a dar valor às histórias dos outros, a ouvir com atenção. Não tenho mais tanta pressa, consigo me dar o luxo de doar meu tempo para, pelo menos, tentar fazer o dia do outro um pouco mais alegre.
Vida em Sociedade - Muito legal esse projeto. Realmente o sorriso é a síntese do coração que ama.
Também temos um parecido. E as aulas de boas maneiras que demos viraram blog. Fica aqui o link se for útil para vocês. Material de Reprodução livre e gratuita. http://vida-em-sociedade.blogspot.com/ - 21/02/2012
Aproveitem!
http://mdemulher.abril.com.br/bem-estar/reportagem/viver-bem/equipe-riso-projeto-incentiva-doacao-gentilezas-677194.shtml
Equipe Riso: o projeto que incentiva a doação de gentilezas
Conheça o projeto Equipe Riso, de Belmonte, na Bahia, em que um grupo se empenha para proporcionar um dia a dia mais feliz para a comunidade
Publicado em 16/02/2012
Lígia Menezes
A Equipe Riso é formada por um grupo de pessoas empenhadas em proporcionar um dia a dia mais feliz para a comunidade
Em Belmonte, pequena cidade da Bahia, uma turma animada acredita que generosidade não é apenas doar objetos, mas doar gentilezas. É a Equipe Riso, projeto coordenado por Tata Campos, que existe há quase quatro anos e ensina às crianças habilidades que elas não aprendem na escola. Confira a entrevista:
Como é composta a Equipe Riso?
A Equipe é formada por um grupo de pessoas empenhadas em proporcionar um dia a dia mais feliz para a comunidade. Temos pessoas nas mais diversas funções: desde pintores, faxineiros, músicos, dentistas, médicos, donas de casa, crianças... Cada um colabora com o que tem de melhor. Quem criou foi meu marido Maurício, que é dentista. Ele mora em Santos e em Belmonte (15 dias em cada local). Quando chegou em Belmonte pela primeira vez, seu objetivo era bem pequeno: retribuir a forma gentil com que a cidade nos recebeu. Hoje, alcançamos muito mais do que isso. Faço de tudo um pouco: desde pesquisas na internet até descarregar caminhão de doações.
O que é doar gentilezas para vocês?
É doar atitudes positivas, sorrisos, por favor, obrigado... Pode parecer comum, mas em uma cidade onde as pessoas já têm a difícil missão de sobreviver com tão pouco, falar de Portinari, incentivar os talentos musicais, ler histórias para crianças, apresentar uma bailarina de verdade, profissional, fazer cineminha na praça e outras coisas, são gestos que podem, com certeza, transformar o lugar e as pessoas.
O que a Equipe Riso faz no dia a dia?
Conseguimos firmar uma relação de confiança, graças a um trabalho diário. Temos o Studio Riso, onde, diariamente, 20 crianças passam as tardes aprendendo coisas que não são ditas na escola, como boas maneiras, e ouvem histórias sobre Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ziraldo, Toquinho, Portinari, Gandhi...
Temos também o Largo do Riso, que foi montado onde antes era um terreno baldio. Construímos palco, camarim, banheiro e bar. Hoje, é nosso local perfeito para apresentações musicais, inclusive do Coral de Risos, que é formado por 50 crianças da comunidade. Ainda temos o Momento Riso, uma hora na rádio comunitária, três vezes por semana, para falar das coisas boas da cidade e dar chance aos jovens locutores. Isso sem falar nos eventos, como a cãominhada, que já esta na quarta edição, um trabalho bem legal de conscientização sobre a importância de recolher as fezes dos animais. Nela também oferecemos atendimento veterinário de prevenção gratuito.
O que é a banda Riso?
São 10 jovens de 15 a 21 anos. Nenhum deles tinha experiência como músico, todos aprenderam sozinhos. Estamos juntos há quase três anos. Antes, eles ensaiavam na praça, com instrumentos doados. Até construímos o Largo do Riso. Aí, ganhamos uma aparelhagem de som de um amigo.
Pessoalmente, como você pratica gentilezas em seu dia a dia?
Eu passo 15 dias na Bahia e 15 em São Paulo. Assim, me envolvo com muitas pessoas diferentes e procuro conversar com todos da forma mais atenciosa possível. Aprendi a dar valor às histórias dos outros, a ouvir com atenção. Não tenho mais tanta pressa, consigo me dar o luxo de doar meu tempo para, pelo menos, tentar fazer o dia do outro um pouco mais alegre.
Vida em Sociedade - Muito legal esse projeto. Realmente o sorriso é a síntese do coração que ama.
Também temos um parecido. E as aulas de boas maneiras que demos viraram blog. Fica aqui o link se for útil para vocês. Material de Reprodução livre e gratuita. http://vida-em-sociedade.blogspot.com/ - 21/02/2012
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